17 dezembro 2011

O gênese dos tablets

Oi. Ainda lembram da gente?

Temos algumas coisas pra contar, mas enquanto não nos organizamos (Ricardo e eu) pra isso, passei aqui pra contar que na Feira dos Importados apareceu mais um desafiante ao trono dos Coby Kyros no segmento "tablets Android que estão em todas as bancas que vendem eletrônicos": os Genesis Tab GT-7104/7120/7220, trazidos pela Evertek S.A..

Os Genesis Tab estão chegando a preços entre 400 e 600 reais, as configurações são bem razoáveis e, do pouco que mexi, pareceram bem rápidos, sem muitos engasgos e com uma boa resposta ao toque.

08 setembro 2011

Bienal do Livro 2011... E fomos lá também.

Estive na Bienal do Livro no último sábado, dia 3/9, e acho que ainda tenho tempo de contar a vocês, ansiosos leitores, sobre o que vi e preços que levantei. Vale lembrar que sou professor, então tenho direito a uma credencial que me concede entrada gratuita a todos os dias do evento. Somado a isso, sempre gostei muito de ler, e moro perto do centro de exposições do Riocentro (eleito o melhor centro de exposições da América Latina, ao contrário do que alguns amigos blogueiros insistem em dizer). O resultado? Estive em 10 das 15 edições da Bienal do Livro, sempre comprando alguma coisa para ler, por um preço bem convidativo.

Ao chegar lá, minha esposa (que é professora de Português e Inglês), queria assistir à uma declamação de poesia, da cantora Elba Ramalho, que iria ler trechos da obra "Morte e Vida Severina", de João Cabral de Melo Neto. Confesso que a única declamação que me interessa é a de textos de Rubem Braga, isso porque eu o conheço da minha infância, do trabalho da Editora Ática na série "Para Gostar de Ler". Aliás, foi lá que eu descobri o meu gosto por crônicas, e a minha fascinação pela obra de Fernando Sabino, e posteriormente, por Luis Fernando Veríssimo. Mas isso é assunto para o meu blog pessoal.

Então, voltando, o meu procedimento foi o que faço sempre: Pego o jornal fornecido à porta do evento, listo todos os estandes que pretendo visitar, marco no mapa e calculo mentalmente uma rota, a lá "Problema do Caixeiro Viajante", para passar por todos os estandes, anotando preços e vendo livros interessantes... E eventualmente comprando algo. Numa segunda passada, aí eu decido o que irei comprar. Tenho sido muito cauteloso no processo de aquisição de livros ultimamente, visto que tenho alguns aqui que comprei há 5 Bienais passadas (10 anos) e que ainda não li. Falta tempo.

Sobre o evento, observei que:
  • Está um pouco menor do que as últimas que eu vi. Na prática 2 pavilhões e meio, o laranja tem bem menos estandes que o azul e o verde.
  • Estacionamento CARO: R$ 15! E entrada salgada, R$ 12. Pelo menos nem eu nem Cláudia pagamos entrada.
  • Sempre há estandes para minúsculas editoras, e autores que querem divulgar seu trabalho. Mas esse ano vi menos do que vejo normalmente.
  • Ah, tem como sempre uma pessoa desfilando com literatura de cordel, vendendo como um mascate, "de porta em porta". Muito bacana!
  • A Panini montou 3 estandes, sendo 2 intimamente relacionados à Turma da Mônica, sem sombra de dúvida o maior sucesso no mercado de quadrinhos do Brasil. Só um tem relação com os outros títulos da Panini, como super-heróis.
  • Existem alguns estandes de sebos, como a Livraria São Marcos. Vá preparado para peneirar um bocado... Ou então torça para ter um golpe de sorte, como eu que entrei num estande, vi um totem com livros a R$ 5, e encontrei em bom estado um álbum do Tintim, em português. Mais especificamente, esse aí do lado. Por R$ 5 foi uma barbada.
  • A Comix está lá, como sempre, na entrada do último pavilhão, do lado direito.
  • A aglomeração de editoras universitárias está na entrada do primeiro pavilhão (laranja), e a Federação Espírita do Brasil, na entrada do segundo pavilhão (azul). Curiosamente, a Editora Central Gospel, de propriedade do pastor midiático Silas Malafaia, está em frente à Comix, num grande estande na entrada do pavilhão verde. Guerra religiosa? Vindo da cabeça do Silas, não duvido.
  • Foi um prazer inaudito encontrar um livro sobre Cristianismo, escrito por uma pessoa que conheço: Segisfredo Vanderley, que militou na ABUB, assim como eu. Só que ele militou há mais tempo do que eu.
  • Ah, as editoras cristãs estão reunidas num setor único. Mas as católicas, como a Vozes, não estão necessariamente próximas.
  • O Submarino montou 2 estandes: Um para o seu clube de leitura, e outro para a degustação de tablets: Galaxy Tab, Motorola Xoom, STI myPad e até iPad 2 (para quem gosta) estão disponíveis para todos mexerem.
  • Os eventos em paralelo estão bem interessantes: Perdi uma palestra na última quarta-feira, 7/9, sobre "o papel da imprensa na Revolução de 64", mas a declamação de textos do Rubem Braga será no sábado... Ou na sexta? Não lembro.
  • Na Ediouro, o Guiness Book de 2011 a R$ 30. Caro? Tem os de 2009 e 2007 a R$ 15 cada, e o de Games, a R$ 20. Se demorar muito, eles te dão um Guiness de 2001, só por você ter ido ao estande!
  • Ainda na Ediouro montou a maior palavra cruzada do mundo (acho que tem uns 10000 letras) e o maior caça-palavras do mundo. Minha sogra iria adorar!









  • Ziraldo está lá quase todos os dias, e como sempre faço há 3 Bienais, esqueço de levar o meu Menino Maluquinho (uma edição de 1982!) para ele autografar. Um dia esse homem morre e eu não consegui o rabisco dele...
  • O mesmo Ziraldo, na Melhoramentos, está lançando junto com Maurício de Sousa (sim, o "pai" da Mônica), o livro "O Maior Anão do Mundo", falando de um anão com 2,85m de altura! Seria bobo se não fosse algo escrito e desenhado por Ziraldo e Maurício de Sousa. Isso torna a obra absolutamente genial.

  • Muito poucas editoras relacionadas à tecnologia da informação. #prontofalei
  • Algumas editoras "sob demanda", contei três delas.
  • De sebos, achei uns 2 ou 3, pelo menos.
  • Fui à caça de quadrinhos europeus, mais especificamente da minha paixão, a obra de Charlier e Moebius, o "Tenente Blueberry". Nada. Depois que a Meribérica faliu e a Panini desistiu, acho que só conseguirei trazendo direto da França.
  • Senti falta de editoras como a Ultimato (sempre ausente, embora sempre premiada pela ABEC), a Évora (da autobiografia do Woz), a Brasport e a Novatec. Ah, e senti falta dos quadrinhos Disney da Abril, sairam tantas coisas interessantes recentemente... Não vi nada por lá.

Então, passada essa grande lista, vamos ao que julguei que valia a pena observar, e que talvez eu volte e compre:
  • Na Editora Vozes, tem uma versão em livro de bolso das "Confissões", de Agostinho de Hipona (e que é chamado de "Santo"), que sempre tive curiosidade de ler.
  • Na Martins Fontes, encontrei no mesmo preço (R$ 69) 3 livros interessantes: "Arte Sequencial" do mestre Will Eisner; "Silmarilion", de J. R. R. Tolkien; e "Os Filhos de Húrin", do mesmo Tolkien. Vale aqui algumas explicações:
  1. Achei muito caros.
  2. Eu tenho o Silmarilion, mas o meu tomou um banho e está com as bordas danificadas. Queria um para substituir. Mas me recuso a pagar mais do que o dobro que paguei há 10 anos atrás.
  3. "Os Filhos de Húrin", se lembro bem, é a versão estendida da história de Túrin Turambar, sua irmã, o primeiro dragão (sem asas), Morgoth... E é tudo uma grande novela mexicana, um dramalhão do início ao fim. Tolkien parece que assistiu a Televisa para escrever essa passagem.
  • A única editora exclusiva de TI que eu achei, a Alta Books, encontrei o "Guia de Certificação LPI - nível 2", a R$ 67,42. Eu tenho o "nível 1", comprei numa barraca de livros na frente do Metrô Carioca a R$ 25. Não, não tem desconto para professor, eu perguntei. E pensar que eu já comprei um livro de R$ 120 a R$ 48 nessa mesma editora, algumas Bienais atrás... Agora, achei um livro chamado "Redes Linux", e que infelizmente não vi o preço.
  • Na Singular, a editora dos Blogbooks, achei o livro do Papo de Gordo! Bem bacana encontrar alguém do mundo podcastal por aqui, mesmo que seja em papel.
  • Num dos sebos, o estande da Livraria São Marcos, achei um livro de bolso da National Geographic chamado "Guia Ilustrado do Cristianismo", a R$ 30. Muitas imagens, bem interessante.
  • Na Devir, achei 2 álbuns que me faltam de "Usagi Yojimbo", de Steven Sakai, a respectivamente R$ 29 e R$ 28.
  • Na Panini, encontrei:
  1. "Loveless" (o faroeste) a R$ 26,90 cada um dos 3 volumes.
  2. Encontrei "Y: O Último Homem", a R$ 17 cada volume. Seria perfeito, se não faltassem os volumes 1 e 4... Aí fica difícil, por onde eu começo? Na Comix, achei por R$ 13, mas faltavam os volumes 1, 4 e ainda o 2.
  3. Achei em capa dura a fase de James Robinson a frente do Starman, e que todos dizem ser sensacional. Quase R$ 50.
  4. Meu personagem favorito da Charlton Comics, o Questão, protagonizou uma célebre história, chamada "Zen e a Arte da Violência". Capa dura, acho que R$ 37.
  5. Para quem gosta, tem encadernados do Lanterna Verde (inclusive com a volta do babaca Hal Jordan), além de uma estátua dele do lado de fora. Está no auge, né?
  • Vamos para a Comix, onde tem muita coisa a preços convidativos... Bem, eu não resisti e peguei o 3o volume da Liga Extraordinária a R$ 45 (capa dura), e um encadernado com as primeiras 6 (ou 8, n lembro) revistas do Spirit: The New Adventures, quando o Will Eisner cedeu e deixou que outras pessoas trabalhassem com o seu personagem. Aí, uns sujeitos como Alan Moore, Neil Gaiman, Frank Miller, Dave Gibbons se ofereceram para trabalhar até de graça com o Spirit. E o velhinho não teve como dizer não. Paguei R$ 43.
  • Na Comix, encontrei algum material daquela série "Batman 70 anos", a R$ 20 e R$ 23. Não estou a par das devidas partes, logo não comprei nada.
  • Na Livraria da Travessa, encontrei alguns álbuns do Calvin a R$ 28 e R$ 35. Na Comix tem outros, a outros preços. Se bem que o Submarino fez uma mega-promoção, tipo TUDO de Calvin a R$ 130... E eu não comprei. Droga.
  • Ainda na Livraria da Travessa, encontrei aquela série de 1001 coisas antes de morrer, e achei um de videogames. Opa, legal! Revirei anos 1970 e 1980... E não achei Metal Gear 1 e 2, do MSX. Achei Elite (nenhuma imagem), e achei vários jogos que saíram para várias plataformas, inclusive MSX. Mas nada exclusivo. R$ 54, em inglês.
  • Para fechar o papo da Livraria da Travessa, muitos livros de bolso, em inglês.
  • Na Companhia das Letras, professor tem 20% desconto, o que eu gostei. E lá vi "Alex no País dos Números", a R$ 40, o "Almanaque das Curiosidades Matemáticas" a R$ 44, e o seminal "Maus", a R$ 47. Os dois primeiros são sobre matemática (e dê um desconto, eu sou matemático e professor de matemática). O último, o quadrinho que ganhou o Pulitzer, que tal?

  • Por último na distribuidora Loyola, encontrei vários livros do Luis Fernando Veríssimo (o músico de jazz mais tímido da face da Terra) a R$ 35 e R$ 37 em média, mas acho que é melhor procurar no estande da editora Objetiva, pode ser que eu ache por um preço mais convidativo...
Bem, acho que é isso. De fofocas... Bem, achei uma aluna logo que entrei (professor tem disso, né?), uma ex-aluna e ex-estagiária (e ela ainda quis tirar foto comigo), e vi uma amiga de looooooonga data, com quem não falo há anos. E eu tive um caso com a irmã dela, mas a Cláudia não pode saber.

Tá bom? Tem mais para se ver, isso é o que eu vi, percebi e avaliei. Espero que isso anime algum de vocês a ir lá até o dia 11. Eu ainda devo ir novamente no sábado, 10. Se forem, mandem um email, um tweet (rjpinheiro), ou usem a tag #uruguaianaehpunk, quem sabe a gente não se fala por lá?

PS: Várias das fotos que ilustram esse post foram tiradas por mim, com o meu celular. As legendas estão lá, no meu álbum do Picasa.

17 agosto 2011

Uma das Fontes do Poder fica em São Cristóvão.

Hoje (14 de agosto de 2011) fui levar a (Maria) Cláudia, minha "senhora" para fazer uma prova. Enquanto ela fazia a prova (que foi bem rápida, aliás), fui, acompanhado de mais dois amigos, até a Fonte do Poder da Zona Norte, também conhecida como a feira de tralhas de São Cristóvão.

A feira fica entre as ruas Monsenhor Manuel Gomes e Almirante Mariath, sendo que, no caso dessa última, compreende todo o trecho entre a Avenida Brasil e a Rua Bela, que fica abaixo da Linha Vermelha. Tudo começa de manhã cedo, e fica por lá até as 14 horas, quando as atividades se encerram.

Quando me refiro como uma das Fontes do Poder, não é piada: Existem relatos de verdadeiras escavações arqueológicas que resultaram em artefatos de inestimável valor, a custos realmente baixos. Mas é claro, você tem que:
  1. Ter tempo. Andar e olhar tudo com calma consome pelo menos 2 horas.
  2. Ter paciência. Por exemplo, no dia em que eu fui, o movimento estava razoável, mas a variedade de opções interessantes era mínima.
  3. Abstrair o som. Principalmente se você não gosta de música brega (eu vi à venda por lá o Raridades do Brega Volume 5, por exemplo), ou de pornografia (como aquela banca que vendia - pirata, é óbvio - o "filme" Arrombada por um Pônei).
  4. Ter vontade de pechinchar. Alguns dos relatos que vocês lerão só foram possíveis graças à vontade férrea dos participantes de conseguir comprar pelo menor preço possível, como aquele Mega-Drive ao preço de uma esfiha do Habib's.
  5. Leve dinheiro trocado. Nada de chegar com notas de R$ 20 ou R$ 50. Lá a linguagem é a da moeda de R$ 1, a nota de R$ 2 ou 5. 
Feito isto, a dica é estacionar o carro na Rua Monsenhor Manuel Gomes, na altura do quartel que está do lado esquerdo, perto da Prossegur, empresa de vigilância e transporte de valores. O estacionamento tem custo zero. 0. 0800. Nada. Sim, isso mesmo. E não é proibido, logo você não corre o risco de ter o veículo guinchado (apesar de ter visto um reboque passando e ter ficado apreensivo com a possibilidade).


Daí, é partir para o abraço. Na vez em que eu fui, estava muito pobre, se você tinha interesse em itens de micros clássicos (no caso, MSX). O máximo eram algumas fitas cassete de MC-1000. Mas havia uma barraca, por exemplo, com diversos videogames clássicos. Se eu quisesse montar uma coleção, poderia sair dali com um Odyssey (a R$ 25) e um Telejogo (modelo 1!) na mesma barraca. Em outras barracas, ainda avistei um Gemini (sim, o clone norte-americano do Atari 2600, feito sob encomenda para as lojas Sears!), alguns SNES, Playstation 1 e Mega-Drives. Aliás, Mega-Drives estavam por todos os cantos, parece que virou um caminhão da Tec Toy ali por perto.

Algumas barracas com ferramentas tinham, por exemplo, parafusadeiras Skil por R$ 120, em média. Outros trouxeram uma politriz a R$ 180. Ainda vimos (e o André se interessou) por uma multifuncional laser Samsung (imprime, digitaliza, tira xerox, passa fax, só não faz café e cafuné) de uns 25 kg que estava sendo vendida a R$ 80. Só que sem o compartimento dos cartuchos - segundo o vendedor, ele traria tudo na semana seguinte. Ele ainda tentou baixar o preço para R$ 50, mas depois de muito olhar, nada feito.

Encontrei também itens que eu nunca imaginaria ver por aqui, como um transformador para maquetes de ferreomodelismo produzido pela Fleischmann, alemã.Eu só vi esse transformador nas revistas que meu avô tinha, e que eram do final dos anos 1970.

Ainda vi coisas como DVDs piratas de pornôs, no naipe de "Arrombada por um pônei" (não quero nem pensar), muitos celulares (e sucatas de celulares também), roupa, ferramentas, sucata de informática, HDs (você confia? Nem eu), videogames, televisores, monitores (até LCD), impressoras, LPs, CDs, câmeras, filmadoras... Eu vi um pouco de tudo. Garantia? "La guarantia soy yo", meu filho. Até porta de box blindex eu vi por lá, mas não perguntei o preço. Quanto à lambreta (sim, uma lambreta, aquelas motos pequenas que você dirige sentado), pediram R$ 1800 ao Marcio.

Vamos aos relatos:
  1. O André (que foi comigo) contou que pegou um Expert DD-Plus (aquele, preto, com drive embutido) por módicos R$ 10. O vendedor queria R$ 15, ele choramingou um pouco, pegou por R$ 10. O micro precisava de uma pintura e resolver um mau-contato no conector do slot, e ainda um teclado. A limpeza e a pintura ele providenciou, e o mau-contato foi fácil de resolver. Faltava um teclado.
  2. Outro dia, André e Marcio perambulando pela feira, encontram uma imagem de Jesus Cristo, e um item curioso embaixo. Marcio diz ao André que "Se fosse uma cobra, já teria te mordido!", por 3 vezes. Removendo a imagem, ele encontrou um teclado de Expert, preto. R$ 8. Bastou colocar e usar, um Expert DD-Plus por R$ 18.
  3. Marcio achou um Mega-Drive a R$ 10. Choramingou, ofereceu R$ 5, o sujeito topou... Abriu a carteira e encontrou R$ 0,80. André prontamente providenciou mais R$ 2, para inteirar e comprar o Mega por pouco mais da metade que foi oferecido. Logo, o sujeito entrega o Mega, arremata as moedas que estão na mão direita do Marcio... E ignora a nota de R$ 2 que estava na mão esquerda. E vai embora. Logo, esse Mega-Drive foi apelidado de esfiha do Habib's, por ter sido arrematado por quase o mesmo valor do alimento da famosa rede de fast-food.
  4. Tinha um Mega-Drive II à venda por R$ 15, mas segundo os frequentadores habituais, aquele Mega está lá há uns 3 meses, e nada do vendedor baixar o preço.
  5. Alguns itens estão mais caros do que nas lojas: Um VGA Box foi-nos oferecido por R$ 180, enquanto que no MercadoLivre você encontra por R$ 130. Vale a procura.
Valeu a pena? Se valeu, foi muito divertido. Pena não ter encontrado nada de MSX por lá, mas numa próxima ida, irei investigar mais a fundo. Fica a dica a todos vocês.



30 julho 2011

Antes do almoço na Feira

Uma corrida, sábado de manhã, na Feira dos Importados.

A Quadra B tem um corredor quase exclusivamente de lojas de celular chinês - embora, com paciência, você encontre coisas como um Philips Xenium X100 a R$150.

Entre os tablets, um início de reação contra o domínio absoluto dos Coby Kyros: a linha de tablets da Bak começou a aparecer, mas ainda a um preço bem alto; por exemplo, o 793GPS - o único com Android 2.2 disponível na feira - a R$800.

Mais próximo em termos de preço é o aparecimento do Phaser Kinno, a R$595. Sim, eu sei que é possível encontrar online a preços mais baixos, mas ainda assim... já vem com teclado e Android 2.2, mas com um processador fraco (VIA WM8650) apesar dos 800MHz...

E bem mais interessante são os Asus EeePad Transformers e Acer Iconia Tab A500 a R$1300. Honeycombs a preços mais justos (e, no caso do Transformer, já tem até o upgrade para 3.2, enquanto quem pagou mais de 2000 reais pelo Xoom brasileiro está esperando pelo 3.1).

14 julho 2011

De volta à Uruguaiana...

... e depois de um longo e tenebroso inverno (ou não), voltei à Uruguaiana, com o objetivo de levantar preços e trazer referências interessantes para os (ainda) leitores do blog.

Vamos lá... Na Quadra C, assim como em todo o Camelódromo, temos celulares em profusão, com amplo domínio dos produtos chineses de fabricantes genéricos: Celulares de 4 (!) chips são bem comuns. Além deles, mais comuns estão os tablets, principalmente os Kyros.

Vamos às curiosidades:
  • Achei um headset Bluetooth da marca... DNS? Sim, era esse o nome!
  • A tabacaria BlackStore, na Quadra C, continua firme e forte. Não sei a barraca dos velhinhos ciganos, que vendiam relógios de parede, mas não duvido.
  • Vi um HTC Dream (aê, Cesar!), na caixa, na Quadra C. Hoje em dia é algo quase milagroso, ninguém terá interesse hoje em dia nesse aparelho velho.
  • Ainda na Quadra C, a barraca do argentino continua! Sim, tá lá ele, com aqueles óculos escuros de sempre... Só que agora fazendo manutenção de PS3, vi 3 por lá.
  • Muitos estandes estão usando micros para controle de estoque, mas era razoavelmente comum ver alguém lá acessando o Orkut entre um atendimento e outro.
  • Dos tablets, o Coby Kyros MID 7015 domina amplamente, com preços variando entre R$ 390 e 420.
  • Achei um tablet chinês genérico, por R$ 350.
  • Espantosamente havia um iPad por lá. Geração 1, 32 Gb e com 3G, por módicos R$ 1600. Servidos?
  • Agora, a melhor opção que achei foi o Coby Kyros MID7020, que tem um processador mais rápido, Android 2.2 e uma cämera (além do design, mais sutil), a apenas R$ 380, na Quadra A.
Não foi grande coisa, mas já serviu para começar a voltar à velha forma, nas fuçadas do Camelódromo da Uruguaiana.

UPDATE:Fui olhar no BoaDica os tablets, e encontrei:
  • Coby Kyros MID7015: R$ 292.
  • Coby Kyros MID7020: R$ 380,25.
  • Coby Kyros MID7024-4G: R$ 432.
  • Coby Kyros MID8024: R$ 620.
  • iPad 1 32 Gb + 3G: R$ 1479,90.
Ou seja... Não está sendo vantajoso comprar tablets na Uruguaiana, já que os preços nas lojas estão mais interessantes, além de serem mais seguros (tecnicamente falando).

08 julho 2011

Tabletes e modems para DJs de ônibus

  • A coqueluche entre os xing-ling à venda na Uruguaiana é o Q5, um clone do Nokia E5 com dois "alto-falantes" e uma guitarra pintada na traseira, e vendido como tendo "um super som 3D". Se tem "super som 3D" não sei, mas daqui a pouco algum DJ de ônibus vai testar isso pra gente.
  • Parece que a onda agora é vender minimodems: na Avenida Central e na Uruguaiana, são modems retail da ZTE; na feira dos importados, modems da rede Wo (3G) da China Unicom.
  • O domínio dos Coby Kyros e dos Pandigital Novel na Feira dos Importados é tão grande que... é mais fácil encontrar Orange Cools e MIDs da vida no Avenida Central. Teve uma banca, inclusive, que começou a vender Multilaser Life.

13 junho 2011

Um mundo (ainda não) de tablets

Tablets, tablets, tablets. Quem acompanha o que se fala no mercado e vê a quantidade imensa de tablets disponíveis nos DealExtremes da vida deve imaginar que a Feira dos Importados deve estar abarrotado deles.

Ainda não.

De certa maneira, tornou-se mais difícil de achar netbooks na feira, mas certamente que há mais bancas vendendo notebooks e netbooks do que tablets. E, entre os tablets, além do domínio do iPad, temos a Coby e sua linha Kyros continuando a praticamente impedir a chegada dos tablets chineses, tirando alguns Powerpack e alguns Orange Cool aqui e ali - e sem mudança à vista, já que começam a chegar os Kyros MID7020 ocupando a faixa dos 500 e tantos reais e os Kyros MID8024 em torno de 750. Além disso, vi um Pandigital Novel de 7" remanufaturado em torno de 400, um Motorola Xoom Wifi a 1700 e o mais inusitado de todos: um Blackberry Playbook, a quase 1800.

***

Ainda consegui avistar um BLU Tango a 480 reais, na linha da concorrência (Huawei U8150, LG P350), o que não me parece garantir muito público a ele por aqui.

01 maio 2011

Dual-SIM e tablets

Duas observações bem rápidas sobre a minha última ida à Feira dos Importados:
  • O dual-SIM, definitivamente, caiu no gosto do consumidor; agora, além dos chineses de todos os tipos, formas e aparelhos clonados (inclusive o fracasso absoluto Microsoft Kin), se torna relativamente fácil encontrar aparelhos dual-SIM de fabricantes maiores como Samsung, LG, Motorola e até mesmo Nokia (embora o dual-SIM C1-00 seja até mais fácil de se encontrar em lojas populares p.ex. na Rodoviária do Plano Piloto). O detalhe interessante: em geral são todos de mercados MEA (Oriente Médio e África), indiano ou russo, onde existe uma grande quantidade de modelos dual-SIM não encontráveis no Brasil. Talvez por isso esteja mais fácil de encontrar os chineses triple-SIM ou quad-SIM.
  • Já entre os tablets, tirando o ubíquo iPad, praticamente não se encontram mais os tablets Android chineses... afinal, não dá pra competir com o Coby Kyros MID7015 saindo a algo em torno de 400 reais.

01 fevereiro 2011

Megaoperação fecha a Uruguaiana

Pois é, estamos aos poucos tirando o pó desse blog safado, e sabemos que a notícia é velha. Mas é bom falar dela. Então, vamos lá:

Do Jornal Destak, Megaoperação fecha a Uruguaiana:

A megaoperação começou no dia 25 de janeiro (última terça-feira) e durou até a sexta, dia 28 de janeiro. O objetivo é combater pirataria, contrabando e falsificações, além de outras coisas que por lá circulam. No primeiro dia de operação, foram 150 policiais e 40 fiscais da Receita Federal. Às 6 da manhã, o camelódromo inteiro foi lacrado, e segundo a delegada responsável, Valéria de Aragão, todos os 1.508 boxes serão revistados.

Estima-se que a apreensão (não divulgada) seja de R$ 20 milhões em produtos piratas, nessa operação que foi batizada de Ilegal Nunca Mais.

Segundo o chefe da Polícia Civil, Alan Turnowski, a polícia vai ganhar uma base operacional dentro do camelódromo da Uruguaiana



Vamos a alguns comentários:
  • Gostamos da Uruguaiana, e de falar do que vemos por lá. Mas nunca apoiamos a pirataria ou o contrabando. Que isso ocorre por lá, é fato e todo mundo sabe. Assim como o Stand Center, em São Paulo, ou a Santa Ifigênia, ou a Feira dos Importados de Brasília... Isso tem de montão. Então, tem é que combater pirataria sim.
  • Mas, ao mesmo tempo, tem que combater com igual vigor a taxação abusiva que tantos itens recebem para serem vendidos legalmente no Brasil. Tem quem compre ilegal porque acha que é esperto (meu pai diz que o esperto é o inteligente que deu errado), mas a maioria compraria numa loja ou num camelô legalizado sem problemas se o preço fosse razoável. Comprar no Stand Center, na Uruguaiana ou na Feira dos Importados é uma opção complicada, pois quem te vende não estará lá necessariamente nos próximos meses, se você precisar executar a garantia do produto. E quem garante que o item não é usado, "refurbished" e vendido como novo, falsificado (como os pendrives de 128 Gb vendidos na rua) ou fruto de contrabando ou pirataria? Mas se baixarem os impostos, tenho certeza de que muita gente preferirá a legalidade.
  • Curiosidade: Alguns boxes na Uruguaiana são vendidos ilegalmente por até R$ 80 mil. Nossa.
Depois conto das andanças em janeiro pelo "sucessor espiritual do Stand Center", e a visita à padroeira, Santa Ifigênia.

28 janeiro 2011

Todo mundo tem Twitter hoje em dia...

...até mesmo a Feira dos Importados.

Espero ansiosamente o Twitter oficial do Mercado Popular da Uruguaiana.

23 janeiro 2011

Será que agora a gente ressucita de vez?

Bom, vamos ver.

Enfim que fui à Feira dos Importados, depois de quase 2 meses sem ir lá - sério, ir à Feira em dezembro é uma das maiores roubadas natalinas que você pode arrumar em Brasília. Por isso não vi que, além do já existente Giraffas, agora tem Bob's e Subway. Agora é que a feirinha do Arruda, ops, Shopping Popular, encalha de vez...

A observação que deu origem ao post é que, afinal, na Feira cabe tudo; não é porque os iPads começam a se tornar quase ubíquos nos stands que os netbooks sumiram. Além disso, o sucesso do tablet da Apple começa a carregar para os mostruários os tablets Android - além de um Galaxy Tab a preço de Galaxy Tab, vi um Powerpack NET-IP801.N a 550 reais e um Coby Kyros MID7015 a 800 reais.

10 novembro 2010

Uma pequena nota, o que não significa que voltamos em definitivo

Não deixa de ser engraçado ver que na infame Quadra A ainda se encontram PDAs - sim, PDAs - à venda, mesmo sabendo que lá, como em toda Uruguaiana, os xing-lings dominaram tudo.

20 março 2009

Ida ao "camelô pintado de amarelo"

  Como alguns devem saber, existe uma rede de lojas aqui no Rio que prima pelo preço baixo, em detrimento da qualidade na maioria dos seus produtos. Sim, estou falando da Casa e Vídeo. Quem é do Rio, acostumou-se a ver o logotipo preto em fundo amarelo-canário, e ainda alguns lembram que ela começou vendendo ventiladores de teto. Hoje em dia vende de tudo um pouco: De colheres e garfos a notebooks Sony, de carrinhos Hot Wheels a televisores LCD. Tudo isso e mais um pouco.

  Pois é, ano passado, a C&V sofreu alguns revezes. O primeiro foi a investigação da PF, e a prisão de vários diretores (falaram em 15), acusados de fraudes ao Fisco, contrabando, entre outros problemas (R$ 100 milhões é a alegada dívida em impostos). Em janeiro, falaram na crise mundial, disseram que iriam demitir metade dos funcionários (pouco mais de 3000) e só aceitariam pagamentos em dinheiro. Nada de cartões de débito e/ou crédito.

  A notícia mais recente é que ela entrou com um pedido de recuperação judicial, que foi aceito. Logo, ela não pode ter a falência pedida, mas há algumas restrições. Parece que o "dinheiro de plástico" voltou a ser aceito recentemente... Mas algumas lojas (Mesquita, Petrópolis, Shopping Tijuca, Madureira - Mercadão e Avenida Brasil) fecharam.

  Bem, resolvi aproveitar a situação e ir lá, ver como está a situação e levantar alguns preços, sondar o ambiente para ver se teremos um grande queima-tudo, ou os preços não estão lá tão interessantes. E lá fui eu, hoje, visitar uma loja do "camelô pintado de amarelo", como a C&V é apelidada por aqui.

Na seção de CDs e DVDs (cada vez menos CDs), achei as seguintes ofertas que me interessaram:
  • R$ 10 - todos os CDs da série "Babies and Kids", e os da outra série, "For Babies". São CDs instrumentais para serem ouvidos por bebês. Na lista de músicas, Madonna (narf), Pink Floyd (yay!), Beatles (uhu!), U2 (yay de novo), Rolling Stones e outros. Eu já tenho o do Pink Floyd, fiquei de emprestar ao meu irmão para começar a acostumar bem a minha sobrinha. 
  • R$ 13 - Tigerland (adoro filmes de guerra, embora não seja lá muito fã do Colin Farrell).
  • R$ 20 - Duro de Matar 4.0; Platoon; um DVD duplo com os 2 filmes "48 Horas" (Nick Nolte e Eddie Murphy em início de carreira!); As Loucas Aventuras de Dick & Jane; Onde Os Fracos Não Tem Vez.
  • R$ 25 - Treze Homens e um Novo Segredo; um DVD duplo com os 3 filmes iniciais do Batman (Batman, Batman: O Retorno e Batman Eternamente); Pequena Miss Sunshine e Speed Racer (baixo o preço para um filme que saiu nos cinemas ano passado, não?).
  • R$ 30 - Indiana Jones 4 (deve ser edição simples); Homem de Ferro; um show ao vivo do Monty Python no Hollywood Bowl (muuuuuuuuuuuuuuito bom).
  • R$ 40 - a caixa com toda a série da "Corrida Maluca" (Wacky Races), que são uns 30 e poucos episódios, e mais alguns extras (como conseguiram?).
  • R$ 50 - Alien vs. Predador 1 e 2 (se bem que esse vale no máximo R$ 20).
  • R$ 65 - Cada uma das três caixas com os desenhos do Tintin. Em particular, foram produzidos em animação quase todos os álbuns escritos pelo Hergé, e é muito difícil achá-lo no torrent. Se bem que Corto Maltese é ainda mais difícil.
As minhas impressões são curtas e grossas: Menos CDs, mais DVDs; ainda preciso pesquisar para ver se os preços estão melhores (nada como uma pesquisa ao Buscapé), mas tem coisas aí que me interessam muito. Depois comento.

Continuando a minha volta pela loja, destaco algumas coisas que vi e achei curioso:
  1. Mega Drive 3 a R$ 200? Caro pelo que é.
  2. Wii a R$ 2000? Assalto à mão armada.
  3. Wii Fit a R$ 725, e continuam roubando.
  4. Para quem quiser, tem os videogames "genéricos", como o Multigame (hein) e o Wi Vision, da Dynacom (medo).
  5. Um nível para superfícies... Laser. R$ 15. Se eu precisasse mais, levaria um. Mas eu ainda quero uma trena eletrônica.
  6. Luminária de LEDs, daquelas que a gente coloca dentro do armário e funciona com pilhas AAA, a R$ 15. Já custou mais caro.
  7. Muitos guarda-trecos, e um deles especialmente interessante, a R$ 5.
  8. Uma parafusadeira da Mallory a R$ 70. Não se justifica, porque uso pouco.
  9. Os telefones sem-fio estavam muito caros. Acho que todos são de 2,4 Ghz, o que tem um alcance bem maior. Mas ainda estão caros, o mais barato com tela (identificador de chamadas embutido) é um Panasonic, a R$ 120.
  10. Telefones VoIP também tem por lá, da Intelbras a R$ 80.
  11. Kit de teclado e mouse wireless a R$ 150! Muito caro.
  12. Mas vi um item que achei muito interessante: Um kit de viagem com mouse para notebook, cabo de rede, fone de ouvido, cabo USB para impressora e outro extensor... Todos esses com cabos retráteis, numa pastinha pequena e prática. R$ 50.
  13. Conversor de TV digital da Proview a R$ 290. Hmmm... Preciso comparar preços.
  14. Adaptador wireless USB a R$ 50, e roteadores wireless a R$ 150, em média (tinham 2, um era da Siemens).
  15. Para quem gosta, Windows Vista Home Basic a R$ 300, Vista Home Premium a R$ 350 e o Office 2007 a R$ 180. Para mim não, obrigado.
  16. Nas câmeras digitais, uma variedade notável: Vi 3 câmeras Sony, 1 Olympus, 1 HP (?!), 2 da G&E (!!!), 2 da Kodak, 2 Canon, 1 Panasonic, 1 da... Multilaser, e outra genérica.
Olha, se a C&V está realmente falindo, eu não sei. O que eu vi foi uma loja razoavelmente vazia, com menos funcionários do que os de costume (demissão), alguns itens com bom preço, e outros até caros pelo que são. E acho que ela escapa dessa, felizmente ou infelizmente.

01 março 2009

Visita ao outro lado...

Sexta passada estávamos com visitas aqui em casa, uma das minhas cunhadas e uma amiga dela. Elas queriam ir a um shopping, passear um pouco... E lá fui eu, o bendito cravo entre as rosas ou coisa assim desse tipo. Fomos no BarraShopping, afinal, estava mais perto do que o NorteShopping e fazia um bom tempo que não ia lá.
Dispensável dizer que resolvi investir meu tempo nas lojas que realmente interessam (senão eu não estaria postando aqui, nesse blog). Enquanto elas foram ver roupas, curiosidades, promoções das Lojas Americanas e outros artigos de meninas, eu fui na Fast Shop e na Fnac (que, infelizmente, só tem uma no Rio).
Bem, vamos lá, a lista rápida:
  • Na Fast Shop vários notebooks, e parece que a Sony resolveu investir mais pesado aqui em terra brasilis: Muitos notebooks Vaio por lá, desde um com preço quase aceitável (R$ 2800) até os inimagináveis (R$ 12500, deve ser o preço do meu carro hoje em dia!). A maioria já vem com aquele teclado a lá Apple, com as teclas mais separadas, e que eu não consigo distinguir dos velhos (e péssimos) teclados de membrana dos TK-90X/ZX Spectrum (já devo ter falado disso em outro lugar).
  • Vi também os notebooks da Apple, em especial aqueles com carcaça de alumínio inteiriço, e que quase todo mundo delira por ele. Eu gostei do trackpad grandão, parece-me muito confortável para mexer. Mas o teclado ainda me causa arrepios, admito.
  • Netbooks também estão por lá, vi o HP 2133 a R$ 2000, o eeePC 901HD (acho) e um dos genéricos do MSI Wind, o LG X-110. Esse tem algumas diferenças curiosas, como o conector VGA invertido (em relação ao Wind original), a posição trocada do leitor de cartão SD na lateral direita, e algumas teclas Fn trocadas (no Wind, Fn + F11 liga o wi-fi. No LG, é Fn + F4). Ah, ele tem uma coisa muito boa: A tecla Control está na ponta inferior esquerda, e não a Fn. No Wind dá para mudar isso, com um hack de BIOS. Cheguei a hackear aqui mas tive problemas chatos com Fn + ; <> / (para quem não entendeu, para obter a barra - / - era Fn + ; e agora não funciona mais, só AltGr + Q).
Não rodei os outros setores, por pura preguiça, e rumei no sentido da Fnac. Lá encontrei algumas coisas curiosas, que eu listo aqui:
  • Muitas TVs LCD, separadas por fabricantes (LG, Samsung, Sony, etc). Não parei para pesquisar mais a respeito porque ainda não comprarei uma TV LCD aqui para casa, não é prioridade. Então, não estou muito ligado ao assunto, mas aproveitei para observar em algumas TVs a imagem, e achei um pouco "pixelizada".
  • Achei um setor só de GPS. É, esse negócio de posicionamento global está cada vez mais popular. Muitos modelos, mas naquele "preço FNAC" que vocês sabem... Ou seja, CARO.
  • E a seção Apple? Bem, eu ganhei alguma (quase nenhuma) experiência com o Mac OS X no Wind, logo sabia fazer algumas coisas. E aproveitei para brincar um tiquinho com um iMac com tela de 24 polegadas... E que se eu vi bem, não é widescreen. Bem bacana, mas não sei se é prático.
  • Em compensação R$ 300 por um teclado e R$ 300 por um mouse Apple. Isso sim, é quase pornográfico.
  • Na seção de CDs... Cadê a seção de CDs? Está cada vez mais escondida na loja. Mas a seção de DVDs está bem na cara, o que pude comprovar alguns (bons) preços, como uma caixa com os melhores momentos de "Os Trapalhões" por R$ 50, ou outras séries por um preço em conta.
  • Em compensação R$ 50 era o preço pela edição especial do Indiana Jones 4. O jeito é esperar cair mais de preço, assim como "O Cavaleiro das Trevas".
  • Ah, vi MacGyver (o herói de toda criança dos anos 80 aspirante a cientista louco), 1a e 2a temporadas a R$ 90, e a Supermáquina, 1a e 2a temporadas, a R$ 200 e 100, respectivamente. Sim, 200 pela 1a temporada para ver a cara do David Hasseldorf é dose. Nem K.I.T.T. salva essa.
  • De livros... Bem, daquela série dos vampiros adolescentes (Twilight), tem o 4o volume em inglês lá, na promoção.
Acho que é isso. Numa próxima visita, comento mais.


10 fevereiro 2009

Sai Stand Center, entra Paulista Center

Fecharam o Stand Center, "isto é sabido até pelo reino mineral", como diria o Mino Carta. O que alguns não contavam é que algumas lojas reabriram em um endereço próximo, o Paulista Center. Próximo ao metrô Trianon-MASP, inclusive. Lá vai o endereço:

Av. Paulista, 1217 - Bela Vista

Mapa nesse link aqui. Próxima ida a São Paulo, vou lá conferir.

Em 2009, continuamos a andar por lá!

Devido a circunstâncias adversas, me vi hoje no Edifício Avenida Central e no Camelódromo da Uruguaiana. Comento o que vi por lá:
  • No subsolo agora tem umas 4 ou 5 lojas para notebooks. Manutenção, recuperação, upgrade... Antes só havia uma. Conforme eu previ há algum tempo, com a popularização dos notes, a tendência é a expansão de lojas para esse novo mercado. E não é à toa que dois amigos meus estão cursando esse curso aqui... De quê? De manutenção de notebooks, ora.
  • A Nomade está se expandindo. Fechou uma loja de esquina no segundo andar, perto do Bob's, mas abriu outras. Agora tem um box dentro do antigo InfoCentro (hoje em dia, PromoInfo) e mais três lojas nos dois andares da sobreloja.
  • Na InfoAtacado, netbooks para todos os gostos. Eu vi lá 3 modelos de EeePCs: o 701 que todo mundo conhece (R$ 800); o 904HD e o 1000HD. Primeira vez que os vi de perto, são interessantes e maiores do que o pequenino. Além deles, vi o Aspire One (que é muito bonito), e dois Mobo: o H960 (acho que com processador VIA-C7) e o White (1850, acho), um dos genéricos do MSI Wind. Além deles, o HP 2133 também deu o ar da sua graça. Preços altos? Bem... Mobilidade tem um preço. E se você acha um notebook algo bem móvel... Carregue um nas costas por um dia todo, e depois me responda se foi boa, a experiência.
  • Na mesma loja, monitores LCD de 15 a 32 polegadas. Alguns funcionam como TV também. Bem... Alguém aí usa monitor LCD de 15 polegadas? Preços variando de 260 a 1700 reais.
  • Alguns porta-retratos digitais salpicados, assim como alguns roteadores da Linksys com a especificação pre-N (ou seja, não é padrão). Justamente, isto me desperta a curiosidade: Se uma das bandeiras do 802.11n é o uso de 3 antenas para poder cobrir uma área maior e principalmente explorar o conceito MIMO (Multiple In, Multiple Out)... Por que os D-Link tem 3 antenas e os Linksys (futuros Cisco) tem apenas duas? Mistério.
  • Eu vi bem, ou agora tem um box de exposição da LG dentro do PromoInfo? Não parei para comprovar, mas acho que é isso. E a HP mostrou na vitrine da sua loja autorizada um nettop . Bem bacana, ele... Dell Studio Hybrid que se cuide. O "trequinho" tem cerca de 1 palmo e meio.
E a Uruguaiana?
  • A Quadra A foi "reformulada": Saíram os irmãos chatos, os vendedores de eletrônicos e de produtos de procedência duvidosa. Entram os vendedores de relógios... De procedência duvidosa... também. Logo, você tropeça em relógios, e pouco gadget por lá. Aliás, só vi um: Um Palm T|X a R$ 490. Preço muito bom. Se for procurar no BoaDica...
  • Na Quadra B, jogos originais de Playstation 3 e Xbox 360. Acreditem se quiser.
  • E na Quadra D, um box que lida com videogames antigos. Não, não é o argentino. Vi por lá o N64 com um jogo em cartucho a R$ 180; o PSOne, pequeno e recentemente descontinuado videogame da Sony, vi a R$ 210. Não é muito, se pensar num PS2 a menos de R$ 400... E por último, a R$ 150, um legítimo Super Nintendo (SNES) amarelado.
Acho que é isso. Depois voltamos com mais novidades.

09 fevereiro 2009

As últimas investidas na Uruguaiana

A Uruguaiana, pelo que todos já devem ter visto na imprensa, virou um alvo de batidas policiais: Polícia Federal, Guarda Municipal, Operação Choque de Ordem... E não era por menos: Muito material roubado, falsificado, contrabandeado... E também tem material legal, por incrível que pareça. As investidas ocorreram em 16/1, conduzida pela Polícia Federal; em 27/1, quando encontraram o tal "paiol" de armas; e em 6/2, com direito a representante da ABES, até.

De fatos pitorescos, na segunda investida foi encontrado por acaso no box 342, na Quadra D cerca de 20 armas falsas. Entre elas, haviam escopetas, metralhadoras, pistolas e fuzis. Em algumas, com direito a lunetas de sniper. Segundo a polícia, uma semelhança impressionante: "A semelhança das armas apreendidas com as reais é muito grande. Visualmente são muito parecidas. Elas têm um grande potencial para confundir uma pessoa comum". Atiram? Se atirarem, só chumbinho, ou sal grosso.

Algumas considerações que sempre faço:
  • No final do ano passado, estive na Uruguaiana, e aproveitei para dar a tradicional olhada. Curiosamente, a quadra A estava com cerca da metade dos boxes fechados. Quem já leu posts anteriores nesse blog, sabe que a Quadra A é conhecida como terra de Marlboro, local onde galinha cisca para frente, ou recanto barra-pesada. Escolha o adjetivo, todos servem como definição. Para quem não entendeu, era justamente ali a área onde concentrava-se mais a falsificação, o contrabando e a receptação de mercadoria roubada. Ou seja... Alguém deu com a língua nos dentes. Nem o tradicional box com material evangélico, no final da quadra A, estava lá. Quase senti falta dos hinos chatos tocados à exaustão para encher a paciência dos transeuntes (apesar de ser evangélico, chateia até a mim).

  • Sempre fomos contra a falsificação de produtos, o contrabando e a receptação de mercadoria roubada. Por mais que gostamos de badulaques eletrônicos a preços em conta, não é assim que a coisa caminha, não é dando voltas na lei que iremos conseguir opções mais interessantes para compra. Portanto, já falamos isso por aqui, e continuamos a falar que é necessária uma organização dos camelôs da Uruguaiana. Todos que estão lá (ou a maioria) estão legalizados perante a Prefeitura, pagam taxas (não sei como é o consumo de energia elétrica) e tem certas regras a serem cumpridas. Logo, não adianta reclamar. As sucessivas investidas do poder público são legítimas. Quem não deve, não teme - ao menos, nas Condições Normais de Temperatura e Pressão.

  • Não sou entusiasta de armas, mas vale lembrar que, no Estatuto do Desarmamento, na lei 10.826, de 2003, proíbe a fabricação, venda, comercialização e a importação de “brinquedos, réplicas e simulacros de armas de fogo”, que com estas se possam confundir. Ou seja... Essa lei acabou por tabela com a clássica brincadeira de "polícia e ladrão". Bem, eu ganhei um revólver vermelho e branco, com a face de um touro no cabo, quando tinha 3 anos. Nem por isso virei bandido ou fiquei traumatizado... Espingardas de chumbinho são coisa do passado, gente. Vender essas armas de mentira não são possíveis segundo a nossa legislação. Motivos? Simples:

    1. O que impede de um bandido usar uma arma falsa para fazer um assalto? Você vai parar o marginal e dizer: "Ah, seu ladrão, deixa eu ver se a arma é de verdade ou falsa..." Claro que não, ninguém faria isso.

    2. Facções criminosas podem usar essas armas falsas para expor e demonstrar "poder". Isso nos faz pensar... Será que todas as armas encontradas nas mãos de bandidos são realmente verdadeiras? Será que não tem muita arma falsa por aí? Afinal, uma metralhadora ponto 30, falsa ou verdadeira, colocada no alto de um barraco, intimida. E não serei eu que irei verificar se é verdadeira ou não.

    3. Parece que a pena é menor para quem está usando uma arma falsa, mas... Vocês acham que a bandidagem está pensando nisso? Claro que não, o negócio deles é o ganho fácil.
  • Há uma proposta da Associação Comercial do Rio de Janeiro para organizar melhor a Uruguaiana, torná-la mais simpática ao morador e ao turista. É, gente, queiram ou não, a Uruguaiana virou ponto turístico! Demanda uma melhorada.
  • Há quem venda coisas ilegais por lá, além de contrabando? Sim, há, pode apostar uma latinha de Coca-Cola nisso. E há máfia chinesa envolvida? Claro, você acha que o que eles vendem vem daonde? Aliás, melhor a respeito disso é esse post no blog Tudo para Todos, com mais algumas coisas que eu mesmo não sabia, mas desconfiava.
  • Será q moralizam, organizam, "limpam" a bagunça? Sei não... Mas vamos ver no que dá. Só sei que hoje estava tudo funcionando. Comento mais no próximo post.

08 novembro 2008

Visita à padroeira

Nesse exato momento estou em São Paulo, no meio de uma crise econômica mundial e flutuação louca do dólar... Mas não vi por causa da Santa Ifigênia apenas. O CONISLI é o motivo, mas a Santa é o pretexto para ter vindo um dia antes.

Cheguei aqui determinado a comprar coisas que fossem úteis e baratas. Levantei o preço no Rio, e se o preço fosse menor ou igual, aqui o item seria adquirido. Explico: No Rio eu teria q sair de casa e ir até a loja. Aqui eu já estou na loja. Logo, menos gastos correlatos: translado, combustível, estacionamento, etc. Melhor.

Chegamos (eu, esposa e cunhada) cedo à Santa, numa sexta-feira de meio de mês, logo o povo tem pouco dinheiro no bolso, e as ruas, mais vazias. Falemos então do que vi:

A primeira coisa que percebi é a seleção natural para os shoppings de eletroeletrônicos se tornarem mais específicos. Não existem shoppings onde SÓ tem videogames, por exemplo. Mas existem aqueles cujos certos subgrupos de gadgets são mais comuns. Logo, o primeiro de todos, ainda no viaduto Santa Ifigênia, tem maior presença dos "jogos eletrônicos". Outros tem mais informática (como o da Santa Ifigênia, 276). É curioso como isso ocorre naturalmente.

Nos camelôs sobre o viaduto, brinquedos ridículos chineses, pega-trouxas (aquelas apostas de onde está a bolinha embaixo do potinho), e um vendendo CD-ROMs cheios de MP3 (está escrito). E testa na hora! Será que executa todas as músicas?

Na Eletromil (Viaduto Santa Ifigênia, 299), antes de chegar na igreja de Santa Ifigênia, muitos itens de videogame, várias estatuetas de personagens de anime, quadrinhos e games (não necessariamente nessa mesma ordem), e o trailer de abertura de Metal Gear Solid 4. Deve ter uns 20 minutos, acho. Segundo disseram, mais de 1 Gb de tamanho. Só?

Entrando na Santa, lá vamos nós... Chegamos bem cedo na Santa, encontramos as lojas abrindo ainda. Logo, movimento menor. Beleza. Levantei preços de mini-mouses com cabo retrátil para notebooks, mini-hubs USB, mini-teclados, uma fonte de alimentação ATX slim, placas-mãe mini-ITX, e dar uma olhada "por aí".

Pois bem, o mini-mouse eu achei a partir de R$ 20, o que é bom, no Rio começa em R$ 30. Pensei num mouse wireless, Bluetooth... Mas além de ser mais caro (R$ 55, em média), tem o incômodo de ficar levando também o carregador das baterias do mouse. Afinal, quando você mata um fio, você faz nascer um carregador. Uma droga, eu diria.

Quanto ao mini-teclado, fiquei pensativo. sobre um teclado flexível, daqueles, de silicone. Claro que ele tem um apelo muito mais chamativo, a la Justin Long em Duro de Matar 4 (um teclado num Nokia N800?), quem viu vai lembrar. Mas a sensação táctil dele não é boa. E eu digito muito, quem me conhece, sabe que eu não morro de amores por mouses. Logo, prefiro teclados. Acabei comprando um teclado pequeno, pelo mesmo preço do flexível (que tem bloco numérico, inclusive) e acho que foi um bom negócio. O preço foi o mesmo do flexível, e foi um modelo da Multilaser, e comprei na Lucena Informática (Santa Ifigênia, 51 - Loja 16).

O mini-hub USB tinha que ser pequeno e fácil de ser levado. Preferi um que era hub USB 1.1 pelo preço menor e pelo tamanho (quase minúsculo). O que eu realmente precisava para usb 2.0 pode ficar numa das 2 portas USB restantes. Acho que vai dar certo. Acabei comprando no Clube da Informática (Santa Ifigênia, 92 - Loja 10/14), embora a Nível A Informática (Santa Ifigênia, 73 - Loja 36) também tivesse um preço muito bom.

Outro item que andei procurando foi uma comum chave seletora, uma daquelas, que a gente liga 3 dispositivos via RCA na TV, e chaveia entre eles. Precisamos de uma na escola, para poder chavear entre um micro, uma câmera de segurança e o que mais vier na TV de 29 polegadas. Achei a R$ 15 (mais barato do que no Rio), no início da Santa (esqueci o nome da loja). Os cretinos ainda não me pagaram, mas ela está guardada lá na escola, pronta para ser usada.

A fonte... Sim, a fonte. Essa é para por dentro do meu MSX da Philips, um NMS-8250 que é prostituído, passa mais tempo com os outros do que comigo. Pois é, procurei, e achei algumas fontes: Na Nodaji (Rua Aurora, 153 a 161), achei uma fonte do jeito que eu queria: Realmente pequena, 200W, potência real, da Maxxtro. R$ 83. Desanimei, afinal o MSX não puxa tanta corrente, que justifique uma fonte de potência real. E também lembrei da famosa frase do povo da MSXBR-L sobre a Nodaji: "Dá nojo!". Continuei procurando, e achei uma não tão pequena, na VitóriaComp (Rua Vitória, 202), a R$ 40. Tomara que dê.

Placas mini-ITX são raridade no Brasil todo. No MercadoLivre você ainda encontra algumas dessas placas, mas numa loja é difícil de achar. Andei muito atrás de uma, perguntei em muitas lojas, e só achei numa: Na Master 10 (Rua Santa Ifigênia, 218 - Loja 10), achei uma a R$ 175, com pagamento à vista, em dinheiro. Mas acho que era uma das com processador VIA de 800 Mhz, logo nada lá muito diferente do meu Duron 800. Bem, vale pela olhada, acho que vou esperar o dólar baixar, e atacar uma com um Atom dual-core, que nem o AcidX fez.

De baterias, comprei um par para os meus rádios Motorola Talkabout, e achei a R$ 15 no Rei das Baterias (Rua Santa Ifigênia, 338 - Loja 03). No ML estava a R$ 10, mas ainda teria que pagar frete. Muito melhor, boto no bolso e saio com elas.

E "na olhada por aí", o que vi de interessante:
  • Muitos GPS! Aliás, já tinham alguns abaixo de R$ 500. De vários tamanhos e modelos, mas não sei se vale tanto a pena, se temos celulares com GPS embutidos. A maioria usa o mapa do Apontador, e vi alguns conseguindo sinal mesmo dentro de um prédio.Não entendo muito de GPS, já pensei em ter um... Mas não há a necessidade ainda.
  • Minha cunhada estava interessada num celular com TV digital, e viu um a R$ 450, da Nokia. Não, não vi qual era a loja. Mas ela comprou um "MP4" (argh) da "Sony" (que aceita cartões SD!) a R$ 65. Disse-me ela que está funcionando, mas já teve que ser formatado, deu uma zica.
  • De curiosidade, vi um Palm T|X, e perguntei o preço. R$ 1090. Bem, a maconha que ele está usando é da boa, então me manda uns quilos aí! Fala sério, eu gosto de Palms, tenho um T|X, e comprei ele no (finado) Stand Center a R$ 780 há 2 anos e meio atrás. Alguém está drogado nessa história, e não sou eu. Em compensação, os cartões micro-SD de 2 Gb a R$ 30... Mini-SDs sumiram da praça, só temos micro-SDs e SDs normais. Se quiser algo "do meio", é só colocar num adaptador.
  • De videogames, contei nos dedos onde vi Xbox 360. Nem precisa dizer que o Xbox "original" é "mosca da cabeça branca" por lá. Mas me espantei por ter visto tão poucas "caixas". Os PS3 eram até mais comuns, mas os PS2 ainda tem uma presença forte por lá. Vi muitos vendendo jogos para eles. Mas o campeão é o Wii. Perdi as contas de quantos boxes e lojas eu vi vendendo controles, Wii Fits, consoles (inclusive desbloqueados), e muitos apetrechos, para você encaixar o Wiimote dentro e jogar tênis, jogo de corrida, etc, etc, etc e etc.
  • Curioso notar que o preço cai conforme vamos mais para dentro da rua. Claro, de alguma forma eles tem que atrair freguesia. Aliás, guardei uma lista de preços de hardware, para comparar com o que vejo aqui no Rio, via BoaDica:
  1. Gravador de DVD LG: R$ 55 (SP), R$ 54 (RJ)
  2. HD 250 Gb Samsung: R$ 155 (SP), R$ 115 (RJ)
  3. Memória DDR 1 Gb: R$ 80 (SP), R$ 50 (RJ)
  4. Memória DDR2 1 Gb: R$ 55 (SP), R$ 27,50 (RJ)
  5. Memória DDR2 2 Gb: R$ 95 (SP), R$ 54 (RJ)
  6. Notebook Asus eeePC 900: R$ 1190 (SP), R$ 1060 (RJ)
  7. Memória micro-SD: R$ 30 (SP), R$ 18 (RJ)
  8. Mini-teclado Multilaser: R$ 30 (SP), R$ 24 (RJ) (*)
  9. Mini-hub USB: R$ 20 (SP), R$ 10 (RJ) (*)
(*) Modelo parecido, não igual.

Claro que há questões a se levar em conta:
  • O levantamento contou por onde eu passei na Santa, e eu confrontei com o BoaDica.
  • Alguns itens são levantamentos de UMA loja só, como os HDs e as memórias. Não é necessariamente o melhor preço de lá.
  • Os preços da Santa foram levantados há mais de 15 dias, e o do Rio... No BoaDica.
  • Em São Paulo tem a comodidade de tudo estar num lugar só, e perto. No BoaDica, não tomei esse cuidado ao levantar preços.
Conclusão: Não está tão vantajoso sendo mais jogo comprar por lá. Mesmo com a economia em combustível, tempo, estacionamento, etc... A maioria dos itens você encontra no centro do Rio, bastando caminhar um pouco para lá e para cá.

Bem, é isso. Mas mesmo assim, pretendo voltar lá para procurar "o que não se acha por aqui". Vamos ver se eu consigo.

02 agosto 2008

Videogames no BoaDica

Não sei se já falamos do BoaDica por aqui, mas todo mundo (ou quase todos) conhecem. É um site que é extremamente útil para pesquisar preços, sobre artigos de informática no Rio de Janeiro. Quase um Buscapé, com a diferença que trabalha com os quiosques pequenos dos shoppings de informática e lojinhas em prédios comerciais, que só são conhecidas inicialmente por causa do BoaDica. Além disso, tem classificados, seção de usados, um monte de coisas. Muito bom, o site.
Resolvi dar uma olhada, e ver a seção de videogames, apenas como mera curiosidade. Um amigo comprou um PSTwo via BoaDica, e pagou um preço muito bom (R$ 360). E fui ver os videogames mais novos. Não pretendo comprar nenhum videogame agora, mas só fui ver, quanto o PS3 está caro. E me surpreendi com o que vi. Abaixo listo os preços mais baratos que achei:
Algumas considerações:
  1. XBox 360 mais caro do que o PS3? E ele tem 1 ano a mais de mercado! Espantoso.
  2. O PSP caiu MESMO de preço. A diferença para o DS é bem pequena. Com a vantagem de um Memory Stick bem grande poder guardar alguns jogos...
  3. Parece que a estratégia da Sony com os Playstations no Brasil começa a repetir-se, deixando que ele seja o videogame mais vendido do Brasil, mas ao mesmo tempo não é oficialmente comercializado.
  4. O Wii, pelo hardware que tem, tem o preço inflacionado por conta da (boa) fama. Está caro demais para o que é.
  5. O videogame-com-nome-de-sanduíche está espantosamente caro. Esperava achá-lo a uns R$ 900, no máximo R$ 1000.
  6. Para quem quiser um player de Blu-Ray (lembrem que o PS2 foi vendido como player de DVD também, no início) BARATO, e de quebra uma máquina Linux com um processador monstruoso... Be my guest. O que pega é que ele consome MUITA energia. Como pretendo ter um media center em casa, será na verdade um drive gravador de Blu-Ray a ser espetado nele.
  7. O DS está até caro pelo que é, mas não está exorbitante. Está aceitável.
  8. E pensar que o PS3, quando saiu, chegou a custar R$ 8000, na Americanas.com... Nada como esperar um pouco (ou muito).
  9. Vale lembrar que peguei os preços mais baratos. Existem pacotes com 2 controles, memory cards, jogos originais, etc e tal. Mas não levei em conta para comparação.

Duas notícias sobre a Uruguaiana

Polícia Federal realiza mega operação antipirataria no Rio - A PF resolveu dar uma batida grande contra o contrabando e a falsificação de produtos, e chegou aonde? Óbvio, na Uruguaiana. Sim, tem gente lá que vende produtos de forma ilegal: Ou são piratas, ou são contrabando, ou os dois... E por aí vai. Claro, não é a maioria. só pegaram 4 (ou 6) boxes, mas fecharam todo o cameódromo. Deu meleca para o presidente da associação, que foi em cana. Muita coisa foi levantada nessa investigação, que rola há mais de um ano, estourou agora.
Comentário: Sim, tem muito cabrito por lá, isso não dá para negar. Por mais que eu goste de freqüentar o camelódromo, não precisa ser um gênio para perceber isso. Todo mundo sabe. Tem gente boa lá, tem camelôs sque vendem tudo legalizado, dão garantia e trocam o produto se der defeito. O que fazer? Bem, vão-se as mãos, ficam os dedos. Por mais que eu e o Cesar falemos das coisas legais que vemos por lá, não concordamos com a ilegalidade. É melhor até que façam essa limpeza, mas que pelo menos fiquem aqueles que agem dentro da lei.

Incêndio destrói prédio no Centro do Rio - O prédio do Palácio das Ferramentas, na Senhor dos Passos (do lado da Uruguaiana) pegando fogo AGORA. Espero que ninguém saia ferido, e que o prejuízo seja minimizado. O pessoal do camelódromo "deu um perdido", recolheu mercadorias e saiu de perto. Só espero que não ferre a loja, que é muito tradicional e muito boa para achar qualquer tipo de ferramenta que a gente precise.

13 julho 2008

Avenida Central, o mundo

Final de tarde, estava eu no centro do Rio, resolvendo várias coisas (relógio no conserto, FAPERJ, etc), e resolvi dar uma passada no Edifício Avenida Central. Dessa vez não fui na Uruguaiana, passei reto por estar sem tempo. Acabei tendo algum, e fui no Avenida Central. Abaixo vai o que eu vi por lá:


  • Eu vi um verdadeiro derrame de notebooks do fabricante nacional Microboard. Devem ter virado um caminhão na Rio Branco, e não ficamos sabendo. Impressionante como tem dos notebooks dessa empresa por lá. Quase todos são do mesmo modelo, a propósito.
  • Outro que está muito presente é o eeePC, da Asus. Só que o modelo 900 (o com a tela de 8,9"), se está lá, não apareceu hoje para bater o ponto. Simplesmente não vi um. Estava curioso para vê-lo, no que mudou (além da tela maior). Mas não vi, só os 700 e 701 "de sempre".
  • Com isso, os notebooks da Asus acabaram aparecendo. Deixo claro que são os notebooks da Asus que não são o eeePC. Esse aparece fácil. Mas vi outros modelos, de tamanho "normal" por lá.
  • Fechando o papo sobre notebooks, os Sony VAIO estão mais comuns. Ainda estão caros, mas já é possível ver VAIOs vermelhos, prata (o mais comum) e rosa (com o detalhe do teclado, parecido com o dos MacBook, e a sensação para mim de que é uma versão modernizada do teclado chiclete dos TK-90x). E, ainda nos VAIO, um UMPC da Sony, o VGN-UX50. Esse é "mosca da cabeça branca", vi um só. E é estranho, o bicho.
  • Saindo dos notebooks e indo para os roteadores... Primeiro, a Linksys diminuiu a sua presença no Avenida Central: Vi menos WRT54G do que vi da outra vez. Talvez estejam pretendendo investir mais em modelos pré-N - que são todos pretos.
  • Em compensação, os D-Link, que já eram abundantes, são ainda mais agora. E os modelos pré-N, pretos, começam a aparecer mais nas lojas, mas ainda com preço muito alto, como é qualquer início.
  • Agora, vi alguns NetGear, principalmente dos modelos comuns deles, o WGR614. Mas infelizmente nenhum com L no final, o que significa o modelo aberto, pronto para trocarem o firmware e fazerem gracinhas com ele... Ainda da NetGear, alguns NAS para usar em redes pequenas ou domésticas.
  • Por último, roteadores TP-Link, no meio dos outros modelos. Mas mais na Datatri.
  • Uma coisa curiosa que vi é um teclado sem fio da Goldship, feito teclado de notebook, com direito a touchpad e tudo. Mas para usar em PCs. Simpático, mas não vi o preço. Pode ser útil para quem for montar media-centers, e não quer ficar com um teclado espetado no gabinete.
  • Eu não sei onde o iPod é popular no Brasil, mas sei que no Avenida Central vi alguns à venda... Sinceramente, para comprar algo com o logo Apple, somente por ter o logo Apple... Prefiro comprar um desses MPqualquer-coisa. Depois de termos visto um que é celular dual SIM-card, receptor de TV digital 1-Seg, tocador de MP3 (e outros formatos), de vídeo (e outros formatos), gravador de voz e outras coisas (só falta fazer cafuné)... iPod vende no Brasil? A impressão que tenho é que não.
  • E câmeras, muitas câmeras digitais. Tirando a loja especializada em fotografia no 1o piso da sobreloja, quase tudo é o tipo point-and-shoot. E nessas a Sony reina, embora vi algumas Samsung, Canon e Casio. Ah, vi algumas que são "um projeto de DSLR", como a minha Canon Powershot S2 IS. Nenhuma realmente caprichada, afinal das contas.
  • Pendrives de 16 Gb a 140 reais da Markvision (aquele pequeno e todo emborrachado), e pendrives Kingston de 8 Gb a 90 reais, em média. Mas se procurar acha mais barato. Se for comprar, prefira um sem tampa. Melhor do que correr o risco de perdê-la.
  • Surgem os primeiros GPS por lá. E todos os (poucos) que vi, com detector de radar. Hum, bacana. Na verdade eu queria arrumar mapas para o Palm, aí eu compraria um GPS "de bolso", para transmitir via Bluetooth para o Palm, e aí seria perfeito. Mas não vi, então...
  • E por último, vale ressaltar que os Correios abriram uma agência dentro do Avenida Central, até que enfim. O volume acaba sendo tão grande, que compensou abrir uma lá. Melhor para todos, mas se bem que eles estão de greve...
Bem, é isso. Não fui na Uruguaiana, então deverei comentários para a próxima postagem.

28 junho 2008

31 de Maio

(Sim, com um mês de atraso. Olhem só.)

E, depois de um bom tempo, finalmente os dois (ir)responsáveis por este blog conseguiram se encontrar e fazer um passeio por onde interessa.

Iniciando o circuito pelo Edifício Avenida Central. Finalmente os lojistas se renderam à força do "pequeno notável" Eee PC; diversos deles, em branco, preto e outras cores no meio, e na Mobile Planet (que sempre foi a loja mais trendy de notebooks no Avenida Central, desde quando notebooks eram caros) tem um HP Mini Note 2133. Outra marca que apareceu por lá foi a Linksys; haviam muitos WRT54G. A tradicional loja da Vivo no segundo andar ganhou uma merecida repaginada, em linha com as outras lojas próprias da operadora. Estava bem fraco em termos de MP3/MP4 players 'de marca', e, como não poderia deixar de ser, dentre os 'genéricos' tinha de tudo, desde clones de iPhone até a última novidade da Japal Technology, o "Plus and Play". Alguns adaptadores 1Seg para laptops à venda. E se você quiser montar um blade em casa, sim, tem um case para blade à venda.



Segunda parada, Uruguaiana. E uma constatação: a Quadra A voltou com forca total; onde haviam os PDAs, agora tem os celulares - smartphones, telefones populares, Nextels com marca da Boost Mobile americana, os telefones chineses, todos eles, inclusive iPhone. E encontramos o Jorge Carlos na banca, o que de uns tempos pra cá é quase um acontecimento. Preço de mídia roçando o chão, não encontramos o argentino da quadra C (ou era B?), a muvuca de sempre.

No final, feira da Praca XV. A parte "oficial" estava bem legal, muita coisa interessante, entre elas um capacete de piloto soviético. Já a parte "extra-oficial" estava, como sempre, bem mais interessante para a nerdalhada; dois Pense Bem, alguns Playmobil, alguns Super Trunfo e até um MyWeb...




25 maio 2008

McDonald's na Feira dos Importados

Quiosque McDonald's na Feira dos Importados


Só vende água e sorvete. Se você quiser comer num fast-food na Feira, sua única opção continua sendo o Giraffas.

***

E o sucesso do Eee PC animou os comerciantes da Feira a trazerem seus concorrentes. Vi um HP 2133 Mini-Note e um Cloudbook Everex (esse, segundo o vendedor, com Windows XP em português... a Everex o Cloudbook não vende com Windows, aliás) à venda.

22 março 2008

Galinhas, voltem a ciscar para a frente

Bate-e-volta de Páscoa, avisei ao Ricardo muito em cima, e mesmo que tivesse avisado há mais tempo ele tem lá as suas preocupações com a vida de recém-casado. Enfim.

Pouco tempo, tudo fechando, mas ainda tive tempo de ir na Quadra A - que, aparentemente, está voltando à velha forma. Os PDAs praticamente sumiram, mas em compensação... muitos telefones, incluindo diversos Nokia com Symbian (incluindo um exemplar do recém-lançado E51), um Sony Ericsson P1, uns dois ou três iPhones e até um Samsung G800 (aliás, o primeiro que vi em terra brasilis). Já os telefones chineses... não vi nenhum. Interessante.

24 fevereiro 2008

Sim, a Feira dos Importados está viva

Pois é. Bastou a outra alma ressucitar este blog e surgiu assunto suficiente para eu voltar: depois da grande mesmice de janeiro, fevereiro termina com coisas muito interessantes na Feira dos Importados.
  1. iPhones! Eles, que apareciam só aqui e ali, entraram com tudo na Feira. Eu vi pelo menos uma meia dúzia à venda.
  2. Asus EEE! Aos montes! Pretos, brancos e em praticamente qualquer preço entre 1000 e 1500 reais.
  3. Telefones chineses dual-SIM! Com suas conhecidas marcas-de-shoppings-populares (MIDI Japan, Powerpack, Foston etc), telas imensas (3", 3,5"), alguns até com antena de TV, e preços bem interessantes.

20 fevereiro 2008

Para não abandonar esse blog

Depois de muito tempo, reapareci na Uruguaiana, e vi pouca coisa. Foi uma passagem rápida, mas vale alguns comentários:
  1. Na Quadra A, achei um Palm, um T|X a R$ 700. Isso é o que não consigo entender: O T|X tem 2 anos de mercado (é "velho"), e nas lojas ainda custa uns R$ 1100, pelo menos. Eu comprei o meu a R$ 780 há 2 anos. Com caixa, manual, CD de instalação, tudo direitinho. Passados 2 anos, um usado custa R$ 700? Não consigo entender, sinceramente.
  2. Também na Quadra A, o Jorge Carlos cresceu... E não tem mais o Jorge Carlos por lá. Seguinte: Pelo que entendi, ele colocou 2 funcionários atendendo no box (o Anízio e a Fernanda), e está por aí, resolvendo coisas. Pelo visto o negócio prosperou a ponto de ter funcionários! Mas não vi nada que precisasse por lá.
  3. Na Milenium (acho que é Quadra C), achei antenas UHF a R$ 55. Segundo a caixa, "prontas para receber a TV digital!" É... Vou ver isso mais detalhadamente depois.
  4. Na Quadra C também, achei os primeiros boxes vendendo produtos de informática. Achei um gabinete pequeno (e bem bonitinho) a R$ 135. Com fonte. Na Pontocom Informática (Quadra C, boxes 310 e 311). Não, não tem no Boadica...
  5. Na Quadra C também, um dos famosos "come-aqui-morre-ali", um X-Tudo com refresco a R$ 2,30. Tem vários, com açaí, latinha de Coca-cola, suco, etc. Sobrevivi para contar a história: Definitivamente não mata.

No Avenida Central, menos Linksys, muitos notebook Acer, e ninguém tem uma capa própria para Palm. Acabei comprando uma de neoprene para câmera digital, da Lowepro, que foi cara (R$ 45!), mas tem me parecido ótima. Bem, acho que é só isso.

Aliás, e o Stand Center, fechou mesmo? Pois é... Fechou, mas pelo que soube, as lojas se espalharam por um sem-número de mini-shoppings em torno do endereço antigo (de frente para o arcology da FIESP, hehehe!). Quando eu for a São Paulo novamente, vamos lá bater o ponto.

25 novembro 2007

E a Feira dos Importados segue sua vida

Estive na feira sábado, pela primeira vez depois da operação policial da semana retrasada.
Aparentemente, a Feira voltou ao normal, até porque estamos às vésperas do Natal e o povo está todo procurando presentes para comprar. No entanto, não há mais a ostensiva presença árabe nas bancas de eletrônicos: os Corões sumiram, as TVs ligadas em canais de notícia em árabe agora passam filmes etc e tal.

Quem reforçou o estoque para o Natal foi a Foston; o telefone FS868b se encontra em praticamente todo quadrante da feira. Fora isso, nada de extraordinário.

Detalhe que, como não poderia deixar de ser, toda hora o GDF inventa uma obra nova no entorno da Feira. Desta vez, é para construir estacionamentos nos canteiros centrais (já devidamente divididos pelos flanelinhas, claro)

18 novembro 2007

Incêndio na Uruguaiana

Ocorreu um grande incêndio na Uruguaiana nesse domingo. A matéria abaixo é da Agência Brasil.

Rio de Janeiro - Um incêndio destruiu hoje (18) parte do mercado popular do Centro do Rio de Janeiro, conhecido como Camelódromo da Uruguaiana. O fogo se iniciou por volta das 8 horas e durou cerca de quatro horas.

De acordo com o comandante do Grupamento Operacional dos Bombeiros, coronel César Nicolau Melhem, pelo menos 150 boxes foram destruídos, ou seja, cerca de 10% dos 1,6 mil que fazem parte do mercado. Apesar disso, ninguém ficou ferido.

“Era muito fogo, porque a propagação foi muito rápida. O material que queimou era de fácil propagação, como CDs, DVDs e outros produtos de plástico, ou seja, material combustível. E ali era um lugar de difícil penetração, porque é tudo fechado e o mercado é composto por becos”, disse.

A vice-presidente do Camelódromo, Fátima Evangelista, explicou que o fogo começou com um curto circuito em dois ventiladores, que foram esquecidos ligados desde a noite de ontem (17).

“Todo final de semana, a gente dá um aviso, para desligar tudo quanto é eletrodoméstico, ventilador, lâmpada, disjuntor etc. Mas infelizmente tem algumas pessoas que não prestam muita atenção. E dois boxes ficaram com ventilador ligado. E foi isso que causou o incêndio”, afirmou.

Depois do incêndio, a polícia foi chamada para o local, para evitar saques no Camelódromo. Policiais militares devem permanecer fazendo a segurança do mercado até esta segunda-feira (19).

28 outubro 2007

Enfim, apareceram

Opa, olá a todos! Depois de 2 meses, blog ressucitado dos mortos...

Como se sabe, a turma não perdoa; aparece no mercado, copia logo. Não importa que sejam iPods, Samsungs, LGs, Nokias ou mesmo irivers... bobeou, a chinesada copia.

E com o iPhone, claro, não podia ser diferente. Demorou até muito, é verdade, mas apareceram. Na Feira dos Importados, apareceram duas espécies.

Esse aí de cima NÃO é um telefone, mas você pode escolher entre esse aí de cima, que provavelmente é um ONDA Honey VX878, um MP4 com 2GB+cartão microSD, e um da marca Powerpack (uma das favoritas nas Uruguaianas da vida), um "MP5" com 1GB.

Já esse daí É um telefone. Pela cara, e procurando na internet, deve ser um CECT P168. Tem lá seus atrativos: dual-SIM (mas não rola de usar os dois ao mesmo tempo), câmera de 1,3 megapixel (embora o vendedor tenha me jurado que são 2 megapixels), expansão via microSD (disse o vendedor que vai até 8GB, mas duvido), e a interface de usuário que, penso, deve ser de utilização obrigatória nos telefones de fabricantes chineses.

09 agosto 2007

Uma volta completa na Feira dos Importados

Há algum tempo não ia à Feira dos Importados, inclusive porque o chão da feira estava em obra. O processo de troca do piso durou um mês e, durante esse tempo, pelo menos um conjunto da feira ficava indisponível a cada semana. Agora está com esse tijolinho por dentro dos conjuntos e essa pedra asfáltica, ou coisa que o valha, nos corredores. Por outro lado, aparentemente está menos escorregadio e mais acessível, vamos ver quando chegar a chuva.

Bom, vamos ao que interessa, né?

Timidamente os SDHC chegam na Feira, até porque não tem tanta gente assim com equipamentos que possam receber estes cartões. Os cartões de 4GB estavam entre 120 e 140 reais; se o seu equipamento suportar SDHC, vale a pena gastar um tantinho a mais e levar o dobro da capacidade de um SD comum.

Finalmente anotei onde fica a barraca com muita coisa (não vou dizer tudo, pois não sou um conhecedor no assunto) de anime: Conjunto C, loja 537.

Celular na Feira não tem a mesma quantidade de bizarrices encontráveis na Uruguaiana, e quando chega, chega caro (o telefone da Foston estava numa loja do Conjunto D a R$700), mas em compensação tem lá no Conjunto A a Yasmin Celulares, o "marroquino" tem tudo que é novidade. Tinha um HTC Touch lá esses dias, só não perguntei o preço. Agora, Nextel, nada.

Já há algum tempo, não satisfeitos em clonar qualquer mudança que a Apple faça nos seus iPods, os fabricantes xing-ling de MP3/MP4/MPwhatever clonam outras marcas. Além dos clones do Sandisk Sansa Express, vendidos por centenas de marcas diferentes, a Foston está vendendo um player que clona o Samsung U2, com direito a copiar a capinha de proteção da porta USB e tudo.

E, para terminar essa postagem, nada pior que citar que consegui resistir mais que 30 segundos a um desses hacks de Winning Eleven com a voz... de Galvão Bueno.

05 agosto 2007

Mais uma volta no Avenida Central e na Uruguaiana

O Cesar veio ao Rio, e lá fomos nós ver o que tem de novo nos cantos interessantes do Rio, como pretexto para nos encontrarmos e falarmos abobrinha.

Primeiro fomos no Edifício Avenida Central, point carioca de quem gosta de tecnologia. Os "chópi-sentis" de informática por lá estão tomando o lugar das lojas de eletrônicos que fecharam, e se você não quer ir ao Boadica para ter mais certeza, bater perna no Avenida Central é uma diversão.

A primeira constatação que fizemos é que o CRT morreu. Morreu, velho e farto de dias, cansado mas certo da sua missão cumprida. O LCD tomou o lugar, e agora é onipresente. Eu só vi 2 CRTs, dentro de uma loja de assistência técnica, em todo o lugar por onde eu passei com o Cesar.

Aliás, outra coisa que eu vi com mais facilidade foram equipamentos produzidos pela Linksys. Quando comprei meu primeiro roteador (um versão 5.0), tive que comprar em São Paulo, pois aqui não havia. Agora, roteadores, APs e outros trecos em caixas azuis (cor padrão da Linksys) são figurinha fácil em lojas que vendem material de redes e outras. Bom, muito bom, os Linksys são muito interessantes de se trabalhar, mesmo quando você por engano faz uma besteira e transforma ele num tijolo. E o pior, é que nem o guia para salvar um WRT54G funciona... Maiores detalhes, em breve, no meu blog.

Outra constatação, é que agora temos tocadores de MP3 da Sandisk por lá. Até há pouco tempo, só víamos tocadores fabricados pela Creative, mas o Sansa já tornaram-se bem mais populares e comuns, o que é bom. Resta saber quando teremos mais câmeras digitais não-Sony por lá.

E fomos à Uruguaiana... Abaixo vai a lista do que vimos nas quadras:


  1. A quadra A, tradicional reduto de venda de celulares e PDAs, estava mais cheia de gente do que o de costume. Também vimos mais "bagulhos" à venda. Em alguns boxes, alguns Cliés à venda (um NZ90, um outro que esqueci), alguns Palms... Muitos Tungsten T2, alguns E2 também. Em termos de celulares, vimos um Sony Ericsson , P900, a R$ 600. Outra surpresa foi encontrar a banca do Jorge Carlos razoavelmente vazia. Logo ele, que estava sempre cheio... Muita concorrência, agora a maioria que vende celulares, vende também cartões de memória. Afinal, a maioria dos celulares hoje em dia aceitam cartões. Também vimos um Motorola A1200, o queridinho de todos os geeks fãs de Linux, por R$ 900. E ele é um danado de um celular bonito. E por último, topamos com muitos Nextel. Parece que a população que usa muito celular está indo na direção dos Nextel. Melhor para eles, já que estavam mal das pernas, financeiramente falando...
  2. Na Quadra B, reduto de videogames, encontramos o Xbox 360 a R$ 1400, o Wii a R$ 1200 e o PS3 R$ 2100. O curioso foi ver que, apesar da popularidade imensa do console da Nintendo, na Uruguaiana tem muito pouco. Ah, também encontrei um Xbox 1 à venda. Pensei em HTPCs, mas desanimei com o preço: R$ 900. Com isso eu monto um PCzão para fazer o mesmo trabalho. Ah, vi a abertura do jogo baseado no filme dos Transformers (acho que é para PS2), é sensacional. E por último, achei um cabo USB para Nextel (meu irmão comentou da necessidade), a R$ 20.
  3. Na Quadra C, além dos MP3 players quase microscópicos (não tenho unha para pressionar uma tecla num daqueles bichos), encontramos algo inacreditável: Um telefone da Foston! Sabem a Foston, que faz esses MP3 players "ratoeira"? Então, 600 reais o modelo PDAPhone FS818. Não pergunte qual é o sistema operacional, porque eu não sei. Ainda achei um box de miniaturas de carros (tem de tudo, muito bom), me senti vendo a versão carioca da Arte em Miniaturas, no Stand Center. Ah, as telas de 7 polegadas já estão a partir de R$ 300, logo uma para um dos meus MSX começa a soar possível. E por último, de relevante, um camelô de DVDs originais tem a 1a temporada do McGyver a R$ 70, e as duas primeiras temporadas da Deep Space Nine a R$ 90 e 100, respectivamente. Como diria o Dr. Venom: "Um caminhoneiro morreu por esse produto".
  4. E na quadra D, camisas. Muitas camisas. Vale destaque o ícone pop de uma geração, o Seu Madruga, que estampa várias camisas, parodiando desde o Superman até o Che Guevara, incluindo uma dos Ramones, com 4 caras do Seu Madruga na estampa. Aliás, tem duas sensacionais, que eu vou ficar devendo foto: A camisa do Homero, que é o Homer Simpson como Che guevara (Cerveza o muerte!), e a camisa do Cha, que é o Chaves como Che. O Ernesto deve estar pulando dentro do caixão... E por último aquela que é bem sugestiva para o nosso amigo Spy: Fígado Total Flex.

E para encerrar, enquanto nos encaminhávamos a um Bob's, para tomar um milk-shake e bater papo, encontramos um camelô de placas-mãe na esquina da Uruguaiana com a Presidente Vargas. Tinha umas 5, 6 placas-mãe, uns HDs, um CD-ROM... Ou seja, agora temos camelô vendendo hardware! Eu vi micros com telas LCD e notebooks Acer no camelódromo, mas placas-mãe, na rua? Só na feira da Praça XV.

E dali, papo vai, papo vem, e o resumo resumido desse relatório que vos segue. Depois contamos mais.