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09 fevereiro 2009

As últimas investidas na Uruguaiana

A Uruguaiana, pelo que todos já devem ter visto na imprensa, virou um alvo de batidas policiais: Polícia Federal, Guarda Municipal, Operação Choque de Ordem... E não era por menos: Muito material roubado, falsificado, contrabandeado... E também tem material legal, por incrível que pareça. As investidas ocorreram em 16/1, conduzida pela Polícia Federal; em 27/1, quando encontraram o tal "paiol" de armas; e em 6/2, com direito a representante da ABES, até.

De fatos pitorescos, na segunda investida foi encontrado por acaso no box 342, na Quadra D cerca de 20 armas falsas. Entre elas, haviam escopetas, metralhadoras, pistolas e fuzis. Em algumas, com direito a lunetas de sniper. Segundo a polícia, uma semelhança impressionante: "A semelhança das armas apreendidas com as reais é muito grande. Visualmente são muito parecidas. Elas têm um grande potencial para confundir uma pessoa comum". Atiram? Se atirarem, só chumbinho, ou sal grosso.

Algumas considerações que sempre faço:
  • No final do ano passado, estive na Uruguaiana, e aproveitei para dar a tradicional olhada. Curiosamente, a quadra A estava com cerca da metade dos boxes fechados. Quem já leu posts anteriores nesse blog, sabe que a Quadra A é conhecida como terra de Marlboro, local onde galinha cisca para frente, ou recanto barra-pesada. Escolha o adjetivo, todos servem como definição. Para quem não entendeu, era justamente ali a área onde concentrava-se mais a falsificação, o contrabando e a receptação de mercadoria roubada. Ou seja... Alguém deu com a língua nos dentes. Nem o tradicional box com material evangélico, no final da quadra A, estava lá. Quase senti falta dos hinos chatos tocados à exaustão para encher a paciência dos transeuntes (apesar de ser evangélico, chateia até a mim).

  • Sempre fomos contra a falsificação de produtos, o contrabando e a receptação de mercadoria roubada. Por mais que gostamos de badulaques eletrônicos a preços em conta, não é assim que a coisa caminha, não é dando voltas na lei que iremos conseguir opções mais interessantes para compra. Portanto, já falamos isso por aqui, e continuamos a falar que é necessária uma organização dos camelôs da Uruguaiana. Todos que estão lá (ou a maioria) estão legalizados perante a Prefeitura, pagam taxas (não sei como é o consumo de energia elétrica) e tem certas regras a serem cumpridas. Logo, não adianta reclamar. As sucessivas investidas do poder público são legítimas. Quem não deve, não teme - ao menos, nas Condições Normais de Temperatura e Pressão.

  • Não sou entusiasta de armas, mas vale lembrar que, no Estatuto do Desarmamento, na lei 10.826, de 2003, proíbe a fabricação, venda, comercialização e a importação de “brinquedos, réplicas e simulacros de armas de fogo”, que com estas se possam confundir. Ou seja... Essa lei acabou por tabela com a clássica brincadeira de "polícia e ladrão". Bem, eu ganhei um revólver vermelho e branco, com a face de um touro no cabo, quando tinha 3 anos. Nem por isso virei bandido ou fiquei traumatizado... Espingardas de chumbinho são coisa do passado, gente. Vender essas armas de mentira não são possíveis segundo a nossa legislação. Motivos? Simples:

    1. O que impede de um bandido usar uma arma falsa para fazer um assalto? Você vai parar o marginal e dizer: "Ah, seu ladrão, deixa eu ver se a arma é de verdade ou falsa..." Claro que não, ninguém faria isso.

    2. Facções criminosas podem usar essas armas falsas para expor e demonstrar "poder". Isso nos faz pensar... Será que todas as armas encontradas nas mãos de bandidos são realmente verdadeiras? Será que não tem muita arma falsa por aí? Afinal, uma metralhadora ponto 30, falsa ou verdadeira, colocada no alto de um barraco, intimida. E não serei eu que irei verificar se é verdadeira ou não.

    3. Parece que a pena é menor para quem está usando uma arma falsa, mas... Vocês acham que a bandidagem está pensando nisso? Claro que não, o negócio deles é o ganho fácil.
  • Há uma proposta da Associação Comercial do Rio de Janeiro para organizar melhor a Uruguaiana, torná-la mais simpática ao morador e ao turista. É, gente, queiram ou não, a Uruguaiana virou ponto turístico! Demanda uma melhorada.
  • Há quem venda coisas ilegais por lá, além de contrabando? Sim, há, pode apostar uma latinha de Coca-Cola nisso. E há máfia chinesa envolvida? Claro, você acha que o que eles vendem vem daonde? Aliás, melhor a respeito disso é esse post no blog Tudo para Todos, com mais algumas coisas que eu mesmo não sabia, mas desconfiava.
  • Será q moralizam, organizam, "limpam" a bagunça? Sei não... Mas vamos ver no que dá. Só sei que hoje estava tudo funcionando. Comento mais no próximo post.

02 agosto 2008

Duas notícias sobre a Uruguaiana

Polícia Federal realiza mega operação antipirataria no Rio - A PF resolveu dar uma batida grande contra o contrabando e a falsificação de produtos, e chegou aonde? Óbvio, na Uruguaiana. Sim, tem gente lá que vende produtos de forma ilegal: Ou são piratas, ou são contrabando, ou os dois... E por aí vai. Claro, não é a maioria. só pegaram 4 (ou 6) boxes, mas fecharam todo o cameódromo. Deu meleca para o presidente da associação, que foi em cana. Muita coisa foi levantada nessa investigação, que rola há mais de um ano, estourou agora.
Comentário: Sim, tem muito cabrito por lá, isso não dá para negar. Por mais que eu goste de freqüentar o camelódromo, não precisa ser um gênio para perceber isso. Todo mundo sabe. Tem gente boa lá, tem camelôs sque vendem tudo legalizado, dão garantia e trocam o produto se der defeito. O que fazer? Bem, vão-se as mãos, ficam os dedos. Por mais que eu e o Cesar falemos das coisas legais que vemos por lá, não concordamos com a ilegalidade. É melhor até que façam essa limpeza, mas que pelo menos fiquem aqueles que agem dentro da lei.

Incêndio destrói prédio no Centro do Rio - O prédio do Palácio das Ferramentas, na Senhor dos Passos (do lado da Uruguaiana) pegando fogo AGORA. Espero que ninguém saia ferido, e que o prejuízo seja minimizado. O pessoal do camelódromo "deu um perdido", recolheu mercadorias e saiu de perto. Só espero que não ferre a loja, que é muito tradicional e muito boa para achar qualquer tipo de ferramenta que a gente precise.

25 novembro 2007

E a Feira dos Importados segue sua vida

Estive na feira sábado, pela primeira vez depois da operação policial da semana retrasada.
Aparentemente, a Feira voltou ao normal, até porque estamos às vésperas do Natal e o povo está todo procurando presentes para comprar. No entanto, não há mais a ostensiva presença árabe nas bancas de eletrônicos: os Corões sumiram, as TVs ligadas em canais de notícia em árabe agora passam filmes etc e tal.

Quem reforçou o estoque para o Natal foi a Foston; o telefone FS868b se encontra em praticamente todo quadrante da feira. Fora isso, nada de extraordinário.

Detalhe que, como não poderia deixar de ser, toda hora o GDF inventa uma obra nova no entorno da Feira. Desta vez, é para construir estacionamentos nos canteiros centrais (já devidamente divididos pelos flanelinhas, claro)

04 dezembro 2005

Pernas para que te quero!

Polícia Federal faz megablitz no Stand Center. Tomara que sobre alguma coisa em janeiro, para quando eu for lá...