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17 agosto 2011

Uma das Fontes do Poder fica em São Cristóvão.

Hoje (14 de agosto de 2011) fui levar a (Maria) Cláudia, minha "senhora" para fazer uma prova. Enquanto ela fazia a prova (que foi bem rápida, aliás), fui, acompanhado de mais dois amigos, até a Fonte do Poder da Zona Norte, também conhecida como a feira de tralhas de São Cristóvão.

A feira fica entre as ruas Monsenhor Manuel Gomes e Almirante Mariath, sendo que, no caso dessa última, compreende todo o trecho entre a Avenida Brasil e a Rua Bela, que fica abaixo da Linha Vermelha. Tudo começa de manhã cedo, e fica por lá até as 14 horas, quando as atividades se encerram.

Quando me refiro como uma das Fontes do Poder, não é piada: Existem relatos de verdadeiras escavações arqueológicas que resultaram em artefatos de inestimável valor, a custos realmente baixos. Mas é claro, você tem que:
  1. Ter tempo. Andar e olhar tudo com calma consome pelo menos 2 horas.
  2. Ter paciência. Por exemplo, no dia em que eu fui, o movimento estava razoável, mas a variedade de opções interessantes era mínima.
  3. Abstrair o som. Principalmente se você não gosta de música brega (eu vi à venda por lá o Raridades do Brega Volume 5, por exemplo), ou de pornografia (como aquela banca que vendia - pirata, é óbvio - o "filme" Arrombada por um Pônei).
  4. Ter vontade de pechinchar. Alguns dos relatos que vocês lerão só foram possíveis graças à vontade férrea dos participantes de conseguir comprar pelo menor preço possível, como aquele Mega-Drive ao preço de uma esfiha do Habib's.
  5. Leve dinheiro trocado. Nada de chegar com notas de R$ 20 ou R$ 50. Lá a linguagem é a da moeda de R$ 1, a nota de R$ 2 ou 5. 
Feito isto, a dica é estacionar o carro na Rua Monsenhor Manuel Gomes, na altura do quartel que está do lado esquerdo, perto da Prossegur, empresa de vigilância e transporte de valores. O estacionamento tem custo zero. 0. 0800. Nada. Sim, isso mesmo. E não é proibido, logo você não corre o risco de ter o veículo guinchado (apesar de ter visto um reboque passando e ter ficado apreensivo com a possibilidade).


Daí, é partir para o abraço. Na vez em que eu fui, estava muito pobre, se você tinha interesse em itens de micros clássicos (no caso, MSX). O máximo eram algumas fitas cassete de MC-1000. Mas havia uma barraca, por exemplo, com diversos videogames clássicos. Se eu quisesse montar uma coleção, poderia sair dali com um Odyssey (a R$ 25) e um Telejogo (modelo 1!) na mesma barraca. Em outras barracas, ainda avistei um Gemini (sim, o clone norte-americano do Atari 2600, feito sob encomenda para as lojas Sears!), alguns SNES, Playstation 1 e Mega-Drives. Aliás, Mega-Drives estavam por todos os cantos, parece que virou um caminhão da Tec Toy ali por perto.

Algumas barracas com ferramentas tinham, por exemplo, parafusadeiras Skil por R$ 120, em média. Outros trouxeram uma politriz a R$ 180. Ainda vimos (e o André se interessou) por uma multifuncional laser Samsung (imprime, digitaliza, tira xerox, passa fax, só não faz café e cafuné) de uns 25 kg que estava sendo vendida a R$ 80. Só que sem o compartimento dos cartuchos - segundo o vendedor, ele traria tudo na semana seguinte. Ele ainda tentou baixar o preço para R$ 50, mas depois de muito olhar, nada feito.

Encontrei também itens que eu nunca imaginaria ver por aqui, como um transformador para maquetes de ferreomodelismo produzido pela Fleischmann, alemã.Eu só vi esse transformador nas revistas que meu avô tinha, e que eram do final dos anos 1970.

Ainda vi coisas como DVDs piratas de pornôs, no naipe de "Arrombada por um pônei" (não quero nem pensar), muitos celulares (e sucatas de celulares também), roupa, ferramentas, sucata de informática, HDs (você confia? Nem eu), videogames, televisores, monitores (até LCD), impressoras, LPs, CDs, câmeras, filmadoras... Eu vi um pouco de tudo. Garantia? "La guarantia soy yo", meu filho. Até porta de box blindex eu vi por lá, mas não perguntei o preço. Quanto à lambreta (sim, uma lambreta, aquelas motos pequenas que você dirige sentado), pediram R$ 1800 ao Marcio.

Vamos aos relatos:
  1. O André (que foi comigo) contou que pegou um Expert DD-Plus (aquele, preto, com drive embutido) por módicos R$ 10. O vendedor queria R$ 15, ele choramingou um pouco, pegou por R$ 10. O micro precisava de uma pintura e resolver um mau-contato no conector do slot, e ainda um teclado. A limpeza e a pintura ele providenciou, e o mau-contato foi fácil de resolver. Faltava um teclado.
  2. Outro dia, André e Marcio perambulando pela feira, encontram uma imagem de Jesus Cristo, e um item curioso embaixo. Marcio diz ao André que "Se fosse uma cobra, já teria te mordido!", por 3 vezes. Removendo a imagem, ele encontrou um teclado de Expert, preto. R$ 8. Bastou colocar e usar, um Expert DD-Plus por R$ 18.
  3. Marcio achou um Mega-Drive a R$ 10. Choramingou, ofereceu R$ 5, o sujeito topou... Abriu a carteira e encontrou R$ 0,80. André prontamente providenciou mais R$ 2, para inteirar e comprar o Mega por pouco mais da metade que foi oferecido. Logo, o sujeito entrega o Mega, arremata as moedas que estão na mão direita do Marcio... E ignora a nota de R$ 2 que estava na mão esquerda. E vai embora. Logo, esse Mega-Drive foi apelidado de esfiha do Habib's, por ter sido arrematado por quase o mesmo valor do alimento da famosa rede de fast-food.
  4. Tinha um Mega-Drive II à venda por R$ 15, mas segundo os frequentadores habituais, aquele Mega está lá há uns 3 meses, e nada do vendedor baixar o preço.
  5. Alguns itens estão mais caros do que nas lojas: Um VGA Box foi-nos oferecido por R$ 180, enquanto que no MercadoLivre você encontra por R$ 130. Vale a procura.
Valeu a pena? Se valeu, foi muito divertido. Pena não ter encontrado nada de MSX por lá, mas numa próxima ida, irei investigar mais a fundo. Fica a dica a todos vocês.



20 março 2009

Ida ao "camelô pintado de amarelo"

  Como alguns devem saber, existe uma rede de lojas aqui no Rio que prima pelo preço baixo, em detrimento da qualidade na maioria dos seus produtos. Sim, estou falando da Casa e Vídeo. Quem é do Rio, acostumou-se a ver o logotipo preto em fundo amarelo-canário, e ainda alguns lembram que ela começou vendendo ventiladores de teto. Hoje em dia vende de tudo um pouco: De colheres e garfos a notebooks Sony, de carrinhos Hot Wheels a televisores LCD. Tudo isso e mais um pouco.

  Pois é, ano passado, a C&V sofreu alguns revezes. O primeiro foi a investigação da PF, e a prisão de vários diretores (falaram em 15), acusados de fraudes ao Fisco, contrabando, entre outros problemas (R$ 100 milhões é a alegada dívida em impostos). Em janeiro, falaram na crise mundial, disseram que iriam demitir metade dos funcionários (pouco mais de 3000) e só aceitariam pagamentos em dinheiro. Nada de cartões de débito e/ou crédito.

  A notícia mais recente é que ela entrou com um pedido de recuperação judicial, que foi aceito. Logo, ela não pode ter a falência pedida, mas há algumas restrições. Parece que o "dinheiro de plástico" voltou a ser aceito recentemente... Mas algumas lojas (Mesquita, Petrópolis, Shopping Tijuca, Madureira - Mercadão e Avenida Brasil) fecharam.

  Bem, resolvi aproveitar a situação e ir lá, ver como está a situação e levantar alguns preços, sondar o ambiente para ver se teremos um grande queima-tudo, ou os preços não estão lá tão interessantes. E lá fui eu, hoje, visitar uma loja do "camelô pintado de amarelo", como a C&V é apelidada por aqui.

Na seção de CDs e DVDs (cada vez menos CDs), achei as seguintes ofertas que me interessaram:
  • R$ 10 - todos os CDs da série "Babies and Kids", e os da outra série, "For Babies". São CDs instrumentais para serem ouvidos por bebês. Na lista de músicas, Madonna (narf), Pink Floyd (yay!), Beatles (uhu!), U2 (yay de novo), Rolling Stones e outros. Eu já tenho o do Pink Floyd, fiquei de emprestar ao meu irmão para começar a acostumar bem a minha sobrinha. 
  • R$ 13 - Tigerland (adoro filmes de guerra, embora não seja lá muito fã do Colin Farrell).
  • R$ 20 - Duro de Matar 4.0; Platoon; um DVD duplo com os 2 filmes "48 Horas" (Nick Nolte e Eddie Murphy em início de carreira!); As Loucas Aventuras de Dick & Jane; Onde Os Fracos Não Tem Vez.
  • R$ 25 - Treze Homens e um Novo Segredo; um DVD duplo com os 3 filmes iniciais do Batman (Batman, Batman: O Retorno e Batman Eternamente); Pequena Miss Sunshine e Speed Racer (baixo o preço para um filme que saiu nos cinemas ano passado, não?).
  • R$ 30 - Indiana Jones 4 (deve ser edição simples); Homem de Ferro; um show ao vivo do Monty Python no Hollywood Bowl (muuuuuuuuuuuuuuito bom).
  • R$ 40 - a caixa com toda a série da "Corrida Maluca" (Wacky Races), que são uns 30 e poucos episódios, e mais alguns extras (como conseguiram?).
  • R$ 50 - Alien vs. Predador 1 e 2 (se bem que esse vale no máximo R$ 20).
  • R$ 65 - Cada uma das três caixas com os desenhos do Tintin. Em particular, foram produzidos em animação quase todos os álbuns escritos pelo Hergé, e é muito difícil achá-lo no torrent. Se bem que Corto Maltese é ainda mais difícil.
As minhas impressões são curtas e grossas: Menos CDs, mais DVDs; ainda preciso pesquisar para ver se os preços estão melhores (nada como uma pesquisa ao Buscapé), mas tem coisas aí que me interessam muito. Depois comento.

Continuando a minha volta pela loja, destaco algumas coisas que vi e achei curioso:
  1. Mega Drive 3 a R$ 200? Caro pelo que é.
  2. Wii a R$ 2000? Assalto à mão armada.
  3. Wii Fit a R$ 725, e continuam roubando.
  4. Para quem quiser, tem os videogames "genéricos", como o Multigame (hein) e o Wi Vision, da Dynacom (medo).
  5. Um nível para superfícies... Laser. R$ 15. Se eu precisasse mais, levaria um. Mas eu ainda quero uma trena eletrônica.
  6. Luminária de LEDs, daquelas que a gente coloca dentro do armário e funciona com pilhas AAA, a R$ 15. Já custou mais caro.
  7. Muitos guarda-trecos, e um deles especialmente interessante, a R$ 5.
  8. Uma parafusadeira da Mallory a R$ 70. Não se justifica, porque uso pouco.
  9. Os telefones sem-fio estavam muito caros. Acho que todos são de 2,4 Ghz, o que tem um alcance bem maior. Mas ainda estão caros, o mais barato com tela (identificador de chamadas embutido) é um Panasonic, a R$ 120.
  10. Telefones VoIP também tem por lá, da Intelbras a R$ 80.
  11. Kit de teclado e mouse wireless a R$ 150! Muito caro.
  12. Mas vi um item que achei muito interessante: Um kit de viagem com mouse para notebook, cabo de rede, fone de ouvido, cabo USB para impressora e outro extensor... Todos esses com cabos retráteis, numa pastinha pequena e prática. R$ 50.
  13. Conversor de TV digital da Proview a R$ 290. Hmmm... Preciso comparar preços.
  14. Adaptador wireless USB a R$ 50, e roteadores wireless a R$ 150, em média (tinham 2, um era da Siemens).
  15. Para quem gosta, Windows Vista Home Basic a R$ 300, Vista Home Premium a R$ 350 e o Office 2007 a R$ 180. Para mim não, obrigado.
  16. Nas câmeras digitais, uma variedade notável: Vi 3 câmeras Sony, 1 Olympus, 1 HP (?!), 2 da G&E (!!!), 2 da Kodak, 2 Canon, 1 Panasonic, 1 da... Multilaser, e outra genérica.
Olha, se a C&V está realmente falindo, eu não sei. O que eu vi foi uma loja razoavelmente vazia, com menos funcionários do que os de costume (demissão), alguns itens com bom preço, e outros até caros pelo que são. E acho que ela escapa dessa, felizmente ou infelizmente.

08 novembro 2008

Visita à padroeira

Nesse exato momento estou em São Paulo, no meio de uma crise econômica mundial e flutuação louca do dólar... Mas não vi por causa da Santa Ifigênia apenas. O CONISLI é o motivo, mas a Santa é o pretexto para ter vindo um dia antes.

Cheguei aqui determinado a comprar coisas que fossem úteis e baratas. Levantei o preço no Rio, e se o preço fosse menor ou igual, aqui o item seria adquirido. Explico: No Rio eu teria q sair de casa e ir até a loja. Aqui eu já estou na loja. Logo, menos gastos correlatos: translado, combustível, estacionamento, etc. Melhor.

Chegamos (eu, esposa e cunhada) cedo à Santa, numa sexta-feira de meio de mês, logo o povo tem pouco dinheiro no bolso, e as ruas, mais vazias. Falemos então do que vi:

A primeira coisa que percebi é a seleção natural para os shoppings de eletroeletrônicos se tornarem mais específicos. Não existem shoppings onde SÓ tem videogames, por exemplo. Mas existem aqueles cujos certos subgrupos de gadgets são mais comuns. Logo, o primeiro de todos, ainda no viaduto Santa Ifigênia, tem maior presença dos "jogos eletrônicos". Outros tem mais informática (como o da Santa Ifigênia, 276). É curioso como isso ocorre naturalmente.

Nos camelôs sobre o viaduto, brinquedos ridículos chineses, pega-trouxas (aquelas apostas de onde está a bolinha embaixo do potinho), e um vendendo CD-ROMs cheios de MP3 (está escrito). E testa na hora! Será que executa todas as músicas?

Na Eletromil (Viaduto Santa Ifigênia, 299), antes de chegar na igreja de Santa Ifigênia, muitos itens de videogame, várias estatuetas de personagens de anime, quadrinhos e games (não necessariamente nessa mesma ordem), e o trailer de abertura de Metal Gear Solid 4. Deve ter uns 20 minutos, acho. Segundo disseram, mais de 1 Gb de tamanho. Só?

Entrando na Santa, lá vamos nós... Chegamos bem cedo na Santa, encontramos as lojas abrindo ainda. Logo, movimento menor. Beleza. Levantei preços de mini-mouses com cabo retrátil para notebooks, mini-hubs USB, mini-teclados, uma fonte de alimentação ATX slim, placas-mãe mini-ITX, e dar uma olhada "por aí".

Pois bem, o mini-mouse eu achei a partir de R$ 20, o que é bom, no Rio começa em R$ 30. Pensei num mouse wireless, Bluetooth... Mas além de ser mais caro (R$ 55, em média), tem o incômodo de ficar levando também o carregador das baterias do mouse. Afinal, quando você mata um fio, você faz nascer um carregador. Uma droga, eu diria.

Quanto ao mini-teclado, fiquei pensativo. sobre um teclado flexível, daqueles, de silicone. Claro que ele tem um apelo muito mais chamativo, a la Justin Long em Duro de Matar 4 (um teclado num Nokia N800?), quem viu vai lembrar. Mas a sensação táctil dele não é boa. E eu digito muito, quem me conhece, sabe que eu não morro de amores por mouses. Logo, prefiro teclados. Acabei comprando um teclado pequeno, pelo mesmo preço do flexível (que tem bloco numérico, inclusive) e acho que foi um bom negócio. O preço foi o mesmo do flexível, e foi um modelo da Multilaser, e comprei na Lucena Informática (Santa Ifigênia, 51 - Loja 16).

O mini-hub USB tinha que ser pequeno e fácil de ser levado. Preferi um que era hub USB 1.1 pelo preço menor e pelo tamanho (quase minúsculo). O que eu realmente precisava para usb 2.0 pode ficar numa das 2 portas USB restantes. Acho que vai dar certo. Acabei comprando no Clube da Informática (Santa Ifigênia, 92 - Loja 10/14), embora a Nível A Informática (Santa Ifigênia, 73 - Loja 36) também tivesse um preço muito bom.

Outro item que andei procurando foi uma comum chave seletora, uma daquelas, que a gente liga 3 dispositivos via RCA na TV, e chaveia entre eles. Precisamos de uma na escola, para poder chavear entre um micro, uma câmera de segurança e o que mais vier na TV de 29 polegadas. Achei a R$ 15 (mais barato do que no Rio), no início da Santa (esqueci o nome da loja). Os cretinos ainda não me pagaram, mas ela está guardada lá na escola, pronta para ser usada.

A fonte... Sim, a fonte. Essa é para por dentro do meu MSX da Philips, um NMS-8250 que é prostituído, passa mais tempo com os outros do que comigo. Pois é, procurei, e achei algumas fontes: Na Nodaji (Rua Aurora, 153 a 161), achei uma fonte do jeito que eu queria: Realmente pequena, 200W, potência real, da Maxxtro. R$ 83. Desanimei, afinal o MSX não puxa tanta corrente, que justifique uma fonte de potência real. E também lembrei da famosa frase do povo da MSXBR-L sobre a Nodaji: "Dá nojo!". Continuei procurando, e achei uma não tão pequena, na VitóriaComp (Rua Vitória, 202), a R$ 40. Tomara que dê.

Placas mini-ITX são raridade no Brasil todo. No MercadoLivre você ainda encontra algumas dessas placas, mas numa loja é difícil de achar. Andei muito atrás de uma, perguntei em muitas lojas, e só achei numa: Na Master 10 (Rua Santa Ifigênia, 218 - Loja 10), achei uma a R$ 175, com pagamento à vista, em dinheiro. Mas acho que era uma das com processador VIA de 800 Mhz, logo nada lá muito diferente do meu Duron 800. Bem, vale pela olhada, acho que vou esperar o dólar baixar, e atacar uma com um Atom dual-core, que nem o AcidX fez.

De baterias, comprei um par para os meus rádios Motorola Talkabout, e achei a R$ 15 no Rei das Baterias (Rua Santa Ifigênia, 338 - Loja 03). No ML estava a R$ 10, mas ainda teria que pagar frete. Muito melhor, boto no bolso e saio com elas.

E "na olhada por aí", o que vi de interessante:
  • Muitos GPS! Aliás, já tinham alguns abaixo de R$ 500. De vários tamanhos e modelos, mas não sei se vale tanto a pena, se temos celulares com GPS embutidos. A maioria usa o mapa do Apontador, e vi alguns conseguindo sinal mesmo dentro de um prédio.Não entendo muito de GPS, já pensei em ter um... Mas não há a necessidade ainda.
  • Minha cunhada estava interessada num celular com TV digital, e viu um a R$ 450, da Nokia. Não, não vi qual era a loja. Mas ela comprou um "MP4" (argh) da "Sony" (que aceita cartões SD!) a R$ 65. Disse-me ela que está funcionando, mas já teve que ser formatado, deu uma zica.
  • De curiosidade, vi um Palm T|X, e perguntei o preço. R$ 1090. Bem, a maconha que ele está usando é da boa, então me manda uns quilos aí! Fala sério, eu gosto de Palms, tenho um T|X, e comprei ele no (finado) Stand Center a R$ 780 há 2 anos e meio atrás. Alguém está drogado nessa história, e não sou eu. Em compensação, os cartões micro-SD de 2 Gb a R$ 30... Mini-SDs sumiram da praça, só temos micro-SDs e SDs normais. Se quiser algo "do meio", é só colocar num adaptador.
  • De videogames, contei nos dedos onde vi Xbox 360. Nem precisa dizer que o Xbox "original" é "mosca da cabeça branca" por lá. Mas me espantei por ter visto tão poucas "caixas". Os PS3 eram até mais comuns, mas os PS2 ainda tem uma presença forte por lá. Vi muitos vendendo jogos para eles. Mas o campeão é o Wii. Perdi as contas de quantos boxes e lojas eu vi vendendo controles, Wii Fits, consoles (inclusive desbloqueados), e muitos apetrechos, para você encaixar o Wiimote dentro e jogar tênis, jogo de corrida, etc, etc, etc e etc.
  • Curioso notar que o preço cai conforme vamos mais para dentro da rua. Claro, de alguma forma eles tem que atrair freguesia. Aliás, guardei uma lista de preços de hardware, para comparar com o que vejo aqui no Rio, via BoaDica:
  1. Gravador de DVD LG: R$ 55 (SP), R$ 54 (RJ)
  2. HD 250 Gb Samsung: R$ 155 (SP), R$ 115 (RJ)
  3. Memória DDR 1 Gb: R$ 80 (SP), R$ 50 (RJ)
  4. Memória DDR2 1 Gb: R$ 55 (SP), R$ 27,50 (RJ)
  5. Memória DDR2 2 Gb: R$ 95 (SP), R$ 54 (RJ)
  6. Notebook Asus eeePC 900: R$ 1190 (SP), R$ 1060 (RJ)
  7. Memória micro-SD: R$ 30 (SP), R$ 18 (RJ)
  8. Mini-teclado Multilaser: R$ 30 (SP), R$ 24 (RJ) (*)
  9. Mini-hub USB: R$ 20 (SP), R$ 10 (RJ) (*)
(*) Modelo parecido, não igual.

Claro que há questões a se levar em conta:
  • O levantamento contou por onde eu passei na Santa, e eu confrontei com o BoaDica.
  • Alguns itens são levantamentos de UMA loja só, como os HDs e as memórias. Não é necessariamente o melhor preço de lá.
  • Os preços da Santa foram levantados há mais de 15 dias, e o do Rio... No BoaDica.
  • Em São Paulo tem a comodidade de tudo estar num lugar só, e perto. No BoaDica, não tomei esse cuidado ao levantar preços.
Conclusão: Não está tão vantajoso sendo mais jogo comprar por lá. Mesmo com a economia em combustível, tempo, estacionamento, etc... A maioria dos itens você encontra no centro do Rio, bastando caminhar um pouco para lá e para cá.

Bem, é isso. Mas mesmo assim, pretendo voltar lá para procurar "o que não se acha por aqui". Vamos ver se eu consigo.

05 agosto 2007

Mais uma volta no Avenida Central e na Uruguaiana

O Cesar veio ao Rio, e lá fomos nós ver o que tem de novo nos cantos interessantes do Rio, como pretexto para nos encontrarmos e falarmos abobrinha.

Primeiro fomos no Edifício Avenida Central, point carioca de quem gosta de tecnologia. Os "chópi-sentis" de informática por lá estão tomando o lugar das lojas de eletrônicos que fecharam, e se você não quer ir ao Boadica para ter mais certeza, bater perna no Avenida Central é uma diversão.

A primeira constatação que fizemos é que o CRT morreu. Morreu, velho e farto de dias, cansado mas certo da sua missão cumprida. O LCD tomou o lugar, e agora é onipresente. Eu só vi 2 CRTs, dentro de uma loja de assistência técnica, em todo o lugar por onde eu passei com o Cesar.

Aliás, outra coisa que eu vi com mais facilidade foram equipamentos produzidos pela Linksys. Quando comprei meu primeiro roteador (um versão 5.0), tive que comprar em São Paulo, pois aqui não havia. Agora, roteadores, APs e outros trecos em caixas azuis (cor padrão da Linksys) são figurinha fácil em lojas que vendem material de redes e outras. Bom, muito bom, os Linksys são muito interessantes de se trabalhar, mesmo quando você por engano faz uma besteira e transforma ele num tijolo. E o pior, é que nem o guia para salvar um WRT54G funciona... Maiores detalhes, em breve, no meu blog.

Outra constatação, é que agora temos tocadores de MP3 da Sandisk por lá. Até há pouco tempo, só víamos tocadores fabricados pela Creative, mas o Sansa já tornaram-se bem mais populares e comuns, o que é bom. Resta saber quando teremos mais câmeras digitais não-Sony por lá.

E fomos à Uruguaiana... Abaixo vai a lista do que vimos nas quadras:


  1. A quadra A, tradicional reduto de venda de celulares e PDAs, estava mais cheia de gente do que o de costume. Também vimos mais "bagulhos" à venda. Em alguns boxes, alguns Cliés à venda (um NZ90, um outro que esqueci), alguns Palms... Muitos Tungsten T2, alguns E2 também. Em termos de celulares, vimos um Sony Ericsson , P900, a R$ 600. Outra surpresa foi encontrar a banca do Jorge Carlos razoavelmente vazia. Logo ele, que estava sempre cheio... Muita concorrência, agora a maioria que vende celulares, vende também cartões de memória. Afinal, a maioria dos celulares hoje em dia aceitam cartões. Também vimos um Motorola A1200, o queridinho de todos os geeks fãs de Linux, por R$ 900. E ele é um danado de um celular bonito. E por último, topamos com muitos Nextel. Parece que a população que usa muito celular está indo na direção dos Nextel. Melhor para eles, já que estavam mal das pernas, financeiramente falando...
  2. Na Quadra B, reduto de videogames, encontramos o Xbox 360 a R$ 1400, o Wii a R$ 1200 e o PS3 R$ 2100. O curioso foi ver que, apesar da popularidade imensa do console da Nintendo, na Uruguaiana tem muito pouco. Ah, também encontrei um Xbox 1 à venda. Pensei em HTPCs, mas desanimei com o preço: R$ 900. Com isso eu monto um PCzão para fazer o mesmo trabalho. Ah, vi a abertura do jogo baseado no filme dos Transformers (acho que é para PS2), é sensacional. E por último, achei um cabo USB para Nextel (meu irmão comentou da necessidade), a R$ 20.
  3. Na Quadra C, além dos MP3 players quase microscópicos (não tenho unha para pressionar uma tecla num daqueles bichos), encontramos algo inacreditável: Um telefone da Foston! Sabem a Foston, que faz esses MP3 players "ratoeira"? Então, 600 reais o modelo PDAPhone FS818. Não pergunte qual é o sistema operacional, porque eu não sei. Ainda achei um box de miniaturas de carros (tem de tudo, muito bom), me senti vendo a versão carioca da Arte em Miniaturas, no Stand Center. Ah, as telas de 7 polegadas já estão a partir de R$ 300, logo uma para um dos meus MSX começa a soar possível. E por último, de relevante, um camelô de DVDs originais tem a 1a temporada do McGyver a R$ 70, e as duas primeiras temporadas da Deep Space Nine a R$ 90 e 100, respectivamente. Como diria o Dr. Venom: "Um caminhoneiro morreu por esse produto".
  4. E na quadra D, camisas. Muitas camisas. Vale destaque o ícone pop de uma geração, o Seu Madruga, que estampa várias camisas, parodiando desde o Superman até o Che Guevara, incluindo uma dos Ramones, com 4 caras do Seu Madruga na estampa. Aliás, tem duas sensacionais, que eu vou ficar devendo foto: A camisa do Homero, que é o Homer Simpson como Che guevara (Cerveza o muerte!), e a camisa do Cha, que é o Chaves como Che. O Ernesto deve estar pulando dentro do caixão... E por último aquela que é bem sugestiva para o nosso amigo Spy: Fígado Total Flex.

E para encerrar, enquanto nos encaminhávamos a um Bob's, para tomar um milk-shake e bater papo, encontramos um camelô de placas-mãe na esquina da Uruguaiana com a Presidente Vargas. Tinha umas 5, 6 placas-mãe, uns HDs, um CD-ROM... Ou seja, agora temos camelô vendendo hardware! Eu vi micros com telas LCD e notebooks Acer no camelódromo, mas placas-mãe, na rua? Só na feira da Praça XV.

E dali, papo vai, papo vem, e o resumo resumido desse relatório que vos segue. Depois contamos mais.

28 janeiro 2007

A longa marcha

Nessa minha última ida a São Paulo, dediquei tempo a visitar a Santa Ifigênia (ou Efigênia?) e o Stand Center. Calha de eu ir a um ou ao outro... Dessa vez fui nos dois. E tirei fotos, conforme vocês podem ver aí do lado. Logo, aqui vai o relatório.

Na sexta, dia 19, me aventuro inicialmente, visitando a padroeira de todos os nerds, geeks e executivos de fronteira, a Santa Ifigênia. De cara, tenho que desbloquear um Sega Saturn preto, pertencente ao Dr. Venom. E só o miserável do videogame tomou 40% da minha mala... Fora o peso. Achei onde desbloqueá-lo, na CB Central Service (Rua Santa Ifigênia, 308 - sala 31). Os caras parecem ser bons com videogame, vê só as fotos aí do lado (eu vi vários CDX, Mega-Drive, etc). Só que, no caso daquele Saturn, a cirurgia foi mais complexa: Desmontaram-no e trocaram a placa-mãe. Segundo eles, o desbloqueio para aquele modelo (antigo) não era mais feito. 90 minutos de trabalho. Saio, volto depois, vou resolver outras coisas...

Na PC Eletrônica (Rua Santa Ifigênia, 338 box 9), entrego a bateria do meu notebook, para ser consertada. Conforme relatei anteriormente, baterias 3, Ricardo 0. R$ 180 pela troca das células da bateria. Se resolvesse, ótimo. Se não resolvesse, uma bateria nova custaria R$ 380. Hmmm... É, vou topar. Aí tive que voltar na Santa, no dia seguinte (sábado, 20) para pegar a bateria e ver se funcionaria.
Aproveitei para coletar cartões e preços, e aqui eu os relato a vocês o que vi, antes e depois de ter pego o Saturn:

  • Na Digital West (Rua Aurora, 200, loja 124), encontrei os Athlon 64 X2 3600 a R$ 530, e os 4200 a R$ 830. Vale lembrar que todos são soquete AM2. Ah, encontrei também um gabinete da CoolerMaster, todo em aço escovado, com módulo IR, pronto para montar um media center. O problema era o preço: R$ 840.
  • Na MicroMille (Rua Aurora, 182, loja 18), encontrei gabinetes novos, muito bonitos (novamente para pensar em tê-los na sala como media center, e não no escritório) por R$ 255 (preto) e R$ 315 (prata).
  • Mídias DVD-R e CD-R não estão com um bom preço. Já foi o tempo em que eu comprava em São Paulo por ser mais barato. Agora, neca. Na GisAds (Rua Santa Ifigênia, 502 - Box 22/24), encontrei DVD-R da SVA (!) a R$ 1,20, SmartBuy a R$ 1,30, e LG a R$ 1,50. Foi o preço médio do que eu encontro aqui no Rio.
  • Quanto a games, achei o Wii a R$ 2 mil na SS Games (viaduto Santa Ifigênia, 66 - Loja 401/403), mas o melhor preço é o da Games Evolution, que pediu R$ 1900, mas faz por R$ 1700 em dinheiro. Nada mal, mas já me disseram que no Rio você consegue comprar ele a R$ 1500, ainda levando o Zelda junto. Mas também não procurei muito... Ah, foi na SS Games que o Rigues cometeu mais um momento banana.
  • Notebooks! Andei procurando preços de notebooks, já que eu pretendo vender o meu, conforme anunciei anteriormente (propostas nos comentários). Muitos Acer, a propósito. Vi o modelo Aspire 5050 (Turion 2 Ghz, 512 Mb RAM, 80 Gb de HD, Wireless, DVD, etc) a R$ 3400, na Notebooks Paulista (Rua dos Gusmões, 352). No Lojão da Informática (Rua Santa Ifigênia, 480 - loja 15/20), tinha um Acer com um processador dual core (Turion X2), 1 Gb de RAM, 120 Gb de HD, por R$ 3500. Mais interessante. Na filial deles, o Acer Aspire 5100 - 3059 (alguém entende esses códigos?) a R$ 2700, e o 5050 - 3205 a R$ 2920. Na... Ata 100 (!) (Rua Vitória 257 - Loja 205), um Acer de 14 polegadas a R$ 2800, e o de 15 polegadas a R$ 2900. E por último, na RedByte, um (aleluia, chega de Acer) Compaq Presario V2575 (um daqueles pequenos, cuja bateria dura para caramba) a R$ 3500. Era refurbished.
  • Já declinei em algum lugar que o meu sonho é por um LCD num dos meus MSX. Então vez por outra eu procuro preços de telas de 7 polegadas, por curiosidade. E na Comercial Dakar (Rua Santa Ifigênia, 276 - Loja A-1) encontrei uma tela a R$ 370. Se quiser com TV, R$ 400. Bem, como a diferença é pequena, se eu fosse comprar, pegaria com TV mesmo. Se eu fosse.

Ainda vale lembrar a Qualicomp (Rua dos Timbiras, 227), que tem uma variedade grande de produtos, e a RNV Componentes, que vende componentes, mas eles não tinham o solenóide da impressora Laserjet IIIP, que eu tanto queria, além da Galeria América, que deve ser legal, afinal, me entregaram 3 folhetos em momentos diferentes... E por último, mas não menos engraçado, o "serviço para sogra" aí embaixo. Que tal?


Ainda há o Stand Center, que não há muito o que dizer: Nas lojas 83B e 47A, a Canon Powershot S3 IS estava a R$ 1150. Comprei na loja 156 a S2 IS a R$ 950, conforme eu falei antes. Como eu estava bem cansado, não andei muito atrás de curiosidades, só queria comprar a câmera e partir de lá.

Por último, vale aqui a foto do bombom mais caro que já comi na vida. A explicação é simples, comprei no check-in do Aeroporto de Congonhas, enquanto esperava o vôo (atrasado) da BRA para Rio, BH, Salvador, Recife, Natal e Fortaleza (sim, parece um trem parador). Também, para ter a passagem a R$ 89, queríamos o quê?

A prova do crime: R$ 2 por cada bombom.


Maiores novidades conto depois.