30 junho 2007

Tentam, mas não conseguem

Se para uns, a existência do Camelódromo da Uruguaiana, no centro do Rio, é uma agressão, o .:: Stand Center, bem no meio da Avenida Paulista então... É muito mais ofensivo. Afinal, o Stand Center fica a 5 minutos a pé do "Arcology" da FIESP, numa rua com sede do Banco Central, vários bancos particulares, o MASP e tantas outras coisas.

Pois é, passou o fato e eu não consegui comentar, que foi a tentativa do Ministério Público de fechar o Stand Center. Como diz nessa reportagem, "O Stand Center é um ícone do comércio ilegal de São Paulo.", e queriam fechar a todo custo. Bem, tentaram, mas não conseguiram. A comunidade geek-consumista de todo o Brasil agradece ao apoio da Justiça. Chegaram a pedir multa diária de R$1 milhão, mas pelo visto não colou, e a Justiça negou o pedido.

Sobre isso, o que eu acho? Bem, é complicado. Eles dizem que faturam R$ 10 milhões por mês, mas também dizem que, com a sonegação, esse valor é na verdade 3 vezes maior. Embora, para o MP, o Stand Center seja um símbolo da desobediência à lei, 10 anos se passaram (nossa, é tão velho assim?) e ele continua em pé.

Claro, tem lojistas lá dentro que operam legalmente e emitem nota-fiscal, tem gente boa por lá. Poderia enumerar alguns... Poucos. Tá, eu conheço pouco do Stand Center. Mas não acho que a solução seja fechá-lo. Forçar os vendedores a falar português é uma boa maneira de começar a organizar aquilo lá (ou você conhece outro lugar no Brasil onde as lixeiras tenham inscrições em português, inglês e chinês?). É impossível moralizar todo o Stand Center, quando fiscais já entram num esquema de corrupção em que a propina está estipulada previamente (1). E aí o problema vem de mais fundo... E por aí vai.

Bem, acho que não vão conseguir fechá-lo. E se fecharem, abrirão dois em outros lugares. Não tem muito jeito, não dá para escapar. Se não pode vencê-los, junte-se a eles, já dizia o velho adágio.



1: Não sei se isso ocorre especificamente lá, mas que temos vários exemplos de onde isso ocorre, ah, isso temos.

18 junho 2007

Boost Mobile e preços ladeira abaixo

Primeiro, uma mais nova: os preços dos cartões de memória estão beijando a sarjeta. microSD de 2GB a R$90...

Bom, essa está atrasada, já que estive no final de abril com o Ricardo, e fizemos a tradicional volta na Uruguaiana.
O que me intrigou por lá é que a maioria, quase totalidade, dos telefones expostos eram... Boost Mobile. Porque só se encontram telefones iDEN (sim, a Boost Mobile americana usa telefones iDEN, vejam só) é algo que me intriga... será que todo mundo na Uruguaiana usa Nextel? Bom, a bem da verdade, vi alguns lojistas com telefones Boost Mobile.

Ah sim, se alguém procurar telefones iDEN na Feira dos Importados, vai perder seu tempo. Em compensação, tem algumas banquinhas quentes por lá em termos de novidades em GSM.